seujorge in1Por Pedro Antunes
Estadão — 27 de julho de 2011 — Página D6


Em menos de oito meses, dois discos de Seu Jorge. Em dezembro do ano passado, veio Seu Jorge e Almaz, uma experimental e deliciosa parceria com Lúcio Maia e Pupillo (Nação Zumbi) e com o produtor Antônio Pinto. Agora, ele surge com Músicas Para Churrasco Vol. 1. Aqui, Seu Jorge quer se aproximar do povo. Seu novo trabalho lembra o que foi feito em América Brasil, de 2007. A densidade sonora do Almaz foi substituída por leveza e descontração. São dez faixas, dez crônicas suburbanas.

Em cada música, são retratados personagens e situações característicos de um churrasco com amigos. Sem medo de parecer simples demais, apresenta um disco que começa no samba rock, A Doida, e termina num soul, com Quem Não Quer Sou Eu. As letras lembram marcas de bebida e, em certos momentos, podem ter gostos discutíveis: “Japonesa vou dizer arigatô/Eu anteontem comi o seu sushi”, diz em Japonesa, composição do amigo Gabriel Moura. O disco é jocoso, brincalhão, como se levasse o ouvinte a um churrasco.

 

 



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