Alisson & Honjo

02/10/2018 — Os imunologistas James Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão, ganharam o Prêmio Nobel de Medicina 2018 pelos trabalhos que desenvolveram para o tratamento de câncer. Eles descobriram que o sistema imunológico do corpo pode ser aproveitado para atacar as células cancerígenas. Os dois vão dividir o valor de nove milhões de coroas suecas, correspondente a cerca de R$ 4 milhões. O anúncio foi feito pela pela assembleia do Instituto Karolinska, na Suécia. De acordo com o estudo, o sistema imunológico do ser humano procura e destrói células mutadas, mas as células cancerígenas encontram maneiras de se esconder dos ataques, permitindo que elas prosperem e cresçam. O Allison estudou a proteína CTLA-4, conhecida por “frear” o sistema imunológico. Honjo descobriu a proteína PD-1, que também funciona como um freio para os tumores.

james allison 20181006 nobel1Os Laureados
JAMES PARKER ALLISON nasceu no dia 07 de agosto de 1948, na cidade de Alice, Estado do Texas, Estados Unidos. Foi incentivado pelo professor de matemática da oitava série a seguir carreira na ciência, passando um verão num programa de treinamento da Universidade do Texas, onde, também, mais tarde, obteve o bacharelado em microbiologia. Em 1985, assumiu o cargo de diretor de pesquisas no laboratório da Universidade da Califórnia. Em 2004, já famoso nacionalmente, mudou-se para Nova York para trabalhar nos maiores laboratórios de pesquisas dos Estados Unidos. Essa mudança foi preponderante para a continuidade dos estudos da proteína CTLA-4.

tasuku honjo 20181006 nobel1TASUKU HONJO nasceu no dia 27 de janeiro de 1942, na cidade de Quioto, Japão. Obteve o doutorado em medicina em 1966, na universidade da cidade natal. Entre 1971 e 1973, trabalhou no departamento de embriologia no Instituto Carnegie, da cidade de Washington, Estados Unidos. Depois, mudou-se para o Instituto Nacional de Saúde Infantil, no Estado de Maryland, onde ficou até 1977. Voltando para o seu país, foi professor do departamento de genética da Escola Universitária de Osaka. A partir de 2005, firmou-se no cargo de professor do departamento de imunologia e medicina genômica da Universidade de Kioto. Nessa universidade, pôde concluir os estudos acerca da proteína PD-1.


 

 

 



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