albrecht-durer in1Albrecht Dürer
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Nasceu no dia 21 de maio de 1471 e morreu no dia 6 de abril de 1528, na cidade de Nuremberg, Alemanha.

Maior artista alemão da Renascença, seu nome pode ser comparado ao dos grandes mestres italianos do período. Com treze anos, fez seu primeiro autorretrato. Com quinze, começou a trabalhar como aprendiz do pintor gravador Michael Wohlgemut. Nessa época, fez um desenho que serviria de estudo para a sua primeira tela conhecida: Retrato do Pai (1490). De 1490 a 1494, percorreu o sudoeste da Alemanha, chegando até a Suíça, onde executou várias xilogravuras. Desse tempo de viagens, poucas obras são conhecidas. Entre elas, figuram três desenhos e uma tela (Autorretrato Com Flor de Ricínio, de 1493). A flor é, por vezes, considerada símbolo da fidelidade conjugal e foi interpretada como uma homenagem a Agnes Fey, com quem se casou no ano seguinte.

Para a sua obra, a viagem à Itália, realizada após o casamento, foi muito importante, principalmente pela passagem por Veneza. Ali, deslumbrou-se com as cores e paisagens de Victor Carpaccio e Giovanni Bellini. A influência da escola veneziana logo se fez notar em sua arte. Altar de Dresden, realizado em 1496, demonstra uma plasticidade que lembra as obras de Andrea Mantegna, de quem já havia copiado uma gravura. As cores da Nossa Senhora Com o Menino testemunham a influência de Bellini. Quando voltou para a cidade natal, onde instalou seu estúdio, atravessou um período de intensa produtividade. No Apocalipse Segundo São João, uma série de xilogravuras de 1498, a utilização de métodos de pesquisa quase científicos libertaram a imaginação do pintor em direção ao fantástico.

albrecht-durer adoracaoPor essa época se tornou importante. Grandes personalidades lhe encomendaram retratos. Ciente do seu valor, ele se representou, em 1500, numa pose cerimoniosa. Essa consciência de si, a autodescoberta do homem que caracteriza a Renascença, apareceu em outros retratos, como Oswolt Krel (1499), Elizabeth Tucher (1499) e Hans (1499). O olhar do espectador é atraído para a fisionomia do retratado. É patente a preocupação de explorar o potencial expressivo do rosto humano. De volta a Veneza, entre 1505 e 1507, mais uma vez absorve riqueza pictórica da Itália renascentista. O fruto mais significativo dessa viagem é a Adoração da Santíssima Trindade, sua obra mais viva.

Os anos de 1510 a 1516 foram consagrados quase exclusivamente à gravura. O artista completou e publicou uma série em madeira, iniciada há algum tempo: A Grande Paixão, a Pequena Paixão e a Vida da Virgem. A partir de 1515, trabalhou nas encomendas do imperador alemão Maximiliano I, de quem passou a receber uma pensão anual. Ilustrou manuscritos e livros, além de ter desenhado brasões e projetado cortejos e arcos de triunfo para o monarca. A viagem que empreendeu, em 1521, pelos Países Baixos (Holanda) foi um verdadeiro triunfo. Vários pintores vieram ao seu encontro para lhe render homenagens. Surgiu, então, uma fase de retratos em que retomou o esquema inicial de sua carreira. Passou a concentrar a força do retrato na fisionomia do personagem, deixando o cenário em segundo plano.

De volta à Alemanha, a religião passou a ocupar os seus pensamentos. Tornara-se adepto das teses de Martinho Lutero. Por isso, não aceitava representar a nova religião com as mesmas formas utilizadas para a antiga. Retomando a perspectiva medieval, trabalhou de modo novo. Humanizou as figuras religiosas, lançando mão de tipos humanos tirados da vida real. Entre 1525 e 1528, editou obras teóricas sobre a representação satírica. Sua atitude frente à natureza do homem foi sempre a de um anatomista. A beleza clássica do corpo humano, um dos ideais da arte renascentista, modulou a maior parte de suas criações. O quadro Os Quatro Apóstolos, considerado uma de suas obras-primas, foi uma de suas últimas pinturas. A obra ficou célebre pela perfeição das proporções e pela simplicidade com que representou as diferentes expressões.

 

 



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