gauguin-quadro1Duas Taitianas
09/02/2015 — Uma pintura do francês Paul Gauguin, que retrata duas mulheres taitianas, foi vendida por US$ 300 milhões (cerca de R$ 833 milhões), batendo o recorde de maior valor já pago por uma única obra de arte. A identidade do comprador não foi revelada, mas especula-se que a pintura terá o mesmo destino que a detentora do recorde anterior, “Os Jogadores de Cartas”, de Paul Cézanne, adquirida por US$ 250 milhões pela família real do Qatar em 2011. A obra pós-impressionista de Gauguin foi pintada em 1892, um ano após o francês chegar ao Taiti. No ano seguinte, durante sua exibição na galeria Durand-Ruel, em Paris, já era a peça mais cara do artista. Segundo apurou o jornal The New York Times, a família real do Qatar já gastou mais de US$ 1 bilhão na compra de obras dos principais artistas da história.

gauguin2Paul Gauguin
EUGÈNE HENRI PAUL GAUGUIN
nasceu no dia 7 de junho de 1848, na cidade de Paris, França. Morreu no dia 8 de maio de 1903, nas Ilhas Marquesas, Polinésia Francesa.

Apesar de nascido em Paris, viveu os primeiros sete anos da sua vida em Lima, no Peru, para onde seus pais se mudaram após a chegada do imperador Napoleão III ao poder. Seu pai pretendia trabalhar num jornal da capital peruana. Porém, durante a longa e terrível viagem de navio, acabou por ter complicações de saúde e faleceu. Assim, o futuro pintor desembarcou apenas com a mãe e a irmã. Voltou ao seu país em 1855. Aos 17 anos ingressou na marinha mercante e correu o mundo. Trabalhou em seguida numa corretora de seguros. Aos 25 anos resolveu se dedicar inteiramente à pintura.

Mudou-se com a família para a Dinamarca, onde teve tempo para produzir 19 telas para a exposição impressionista. Encerrada a exposição, foi para a Bretanha. Voltou para Paris em 1886, ligando-se numa relação neurótica com o gênio holandês Van Gogh. Não durou muito tempo na capital francesa. Logo partiu para o Panamá, trocando depois este país pelo Arquipélago das Caraíbas, descobrindo na Ilha de Martinica um “imenso palácio decorado pela natureza”. Foi esse paraíso que fixou em formas e cores personalíssimas. Essa estada tornou-se decisiva para a sua carreira. Entretanto, sem dinheiro, teve de voltar para o seu país em 1888. Em 1891, porém, partiu para o Taiti, onde encontrou temas de estranha beleza para a sua arte.

Novamente sem dinheiro, retornou a Paris para tentar um emprego de funcionário colonial. De volta ao Taiti, reviu e ilustrou o seu manuscrito “Noa-Noa”, que seria publicado a partir de 1897. Pintou também um autorretrato em 1896. Seu estilo passou a evoluir para o simbolismo. Novamente enfastiado, partiu para as Ilhas Marquesas, procurando, na solidão completa, um último fogo de entusiasmo para rejuvenescer a sua imaginação. Instalou-se numa pequena aldeia, onde pintou “Cavaleiros Na Praia”, em 1902. Contudo, a sua tranquilidade durou pouco. Envolvido numa disputa com as autoridades locais, em defesa dos direitos dos indígenas, foi condenado a três meses de prisão, onde morreu. Sua obra exerceu influência decisiva nos seus contemporâneos. É considerado um dos mais importantes iniciadores da arte moderna.



 

 



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