Sting & Police

21/02/2018 — Em dezembro de 1987 se apresentou no Rio de Janeiro o astro Sting Summer. Levou ao Maracanã cerca de 200 mil pessoas. Alem disso, a temporada rendeu o relançamento de alguns discos com o grupo The Police: “Outlands d´Amour”, “Regatta de Blanc”, “Zenyatta Mondatta”, “Ghost in The Machine”, “Sinchronicity” e a coletânea “Every Breath You Take”. Entre 1978 e 1984, o “The Police” foi uma prova de que poderia haver inteligência no rock. Depois de muito sucesso, o Sting partiu para sua aventura-solo. No show do Rio de Janeiro, o público só “pegou fogo” quando o cantor entoou os sucessos do grupo. O artista lançou, na carreira, 15 álbuns de estúdio. Em 2017 emplacou a canção “Money For Nothing” na trilha sonora do filme “Meu Malvado Favorito 3”. No total, são 332 músicas em trilhas de filmes e produções para a tevê.

sting-20160613Sting Summer
GORDON MATTHEW THOMAS SUMMER nasceu no dia 02 de outubro de 1951, na cidade de Wallsend, Inglaterra, Reino Unido. É filho de um revendedor de leite com uma cabeleireira. Foi educado na religião católica, devido à influência da avó paterna irlandesa. Abandonou uma promissora carreira de atleta para se dedicar à música. Canhoto, sempre mostrou um talento natural para a arte, tocando e organizando as suas próprias canções. Tocou, no início da carreira, com bandas inglesas como o Phoenix Jazzman, LastExit e Newcastle Big Band. Antes da carreira-solo foi o principal compositor, cantor e baixista da banda The Police. Vendeu ao longo da carreira mais de cem milhões de discos e recebeu 16 prêmios Grammy.

Tornou-se ainda mais famoso no Brasil após a turnê do disco “NothingLikethe Sun”, realizada no país em 1987. Após um memorável concerto realizado em novembro daquele ano no Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, iniciou viagens pela Amazônia, onde conheceu o cacique Raoni. A partir daí, passou a defender a causa ecológica. Casado com a atriz e produtora Trudie Styler, tem seis filhos. Vive dividido entre as sete luxuosas residências na Europa e nos Estados Unidos. Quando se encontrou, em fevereiro de 2013, com os ex-parceiros Andy Summers e StewarCopeland, no Festival de Cinema de Sundance, opinou que o regresso do The Police seria a comemoração perfeita para os trinta anos da criação da banda. Em 2016, lançou o seu último disco: “57th & 9th”.

sting in2Álbuns-Solo
1985  THE DREAM OF THE BLUE TURTLES  O Sonho das Tartarugas Azuis
1987  ... NOTHING LIKE THE SUN  …Nada Como o Sol
1991  THE SOUL CAGES  As Gaiolas da Alma
1993  TEN SUMMONER´S TALES  Dez Contos do Invocador
1994  FIELDS OF GOLD  Campos de Ouro
1996  MERCURY FALLING  Queda de Mercúrio
1997  THE VERY BEST OF STING & THE POLICE  O Melhor do Sting e do The Police
1999  BRAND NEW DAY  Marca de Um Novo Dia
2001  ... ALL THIS TIME  ... Todo Esse Tempo
2003  SACRED LOVE  Amor Sagrado
2006  SONGS FROM THE LABYRINTH  Canções do Labirinto
2009  IF ON A WINTER´S NIGHT...  Se Em Uma Noite de Inverno...
2010  SYMPHONICITIES  Sinfonias das Cidades
2013  THE LAST SHIP  O Último Navio
2016  57TH & 9TH  57 e 9

sting bling-on-the-night“Bring On The Night”
13/06/2016 — Em dezembro de 1986, anunciou-se o lançamento do álbum duplo “Bring On The Night”, do Sting Summer. Foi a fase final de uma ideia muito bem-sucedida. Depois de sair do grupo The Police, no qual era vocalista, baixista e compositor, o artista resolveu partir para um trabalho completamente diference. Convocou músicos experientes do jazz contemporâneo e, juntos, recriaram as suas novas e antigas composições. O jazz não era novidade na carreira do cantor, já que no início da carreira ele tocava baixo acústico numa banda. Nesse disco, ele decidiu deixar o baixo nas mãos do Darryl Jones.

Na bateria, Omar Hakim criou os mais variados ritmos, com uma fluência impressionante. A banda ainda tinha o genial Kenny Kirkland nos teclados e o saxofone inspirado do Brandford Marsalis. Na guitarra-base, o próprio Sting, que também dividiu os vocais com a Dolette MacDonald e a Janice Pendarvis. O álbum foi gravado ao vivo durante uma turnê do grupo no final de 1985. O clima é de total celebração, provando que a banda funcionava tão bem ao vivo quanto em estúdio (eles gravaram o disco anterior do cantor). O perfeito entrosamento dos músicos é sentido em todas as faixas, com destaque para o solo e a harmonia vocal em “Bling On the Night”, o sax surpreendente em “Tea In the Sahara” e a marcação baixo-bateria em “Low Life” (Baseado no texto do João Lara Mesquista, Playboy, dezembro de 1986).


 

 


© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados