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Bob Dylan lança caixa de discos com clássicos da música americana

20170419Bob Dylan & Frank Sinatra

09/07/2017 — O Bob Dylan finalmente recebeu o Nobel de literatura. E não só isso: o cantor lançou um novo álbum com trinta versões de clássicos da música americana. Intitulado “Triplicate”, o trabalho traz o laureado reinterpretando canções do Charles Strouse, Lee Adams e Frank Sinatra. O álbum é dividido em três discos: “Til The Sun Goes Down”, “Devil Dolls” e “Comin’ Home Late”. Cada um deles possui dez canções, como “Once Upon a Time”, do Charles Strouse e Lee Adams; “The Best Is Yet to Come”, do Cy Coleman e Carolyn Leigh; e “I Could Have Told You”, do Frank Sinatra. Apesar da voz cada vez mais rouca e indecifrável, Dylan, segundo os críticos, consegue insuflar vida nova a verdadeirs clássicos da música pop.

veja 20161019Na Capa da Veja
16/10/2016 — A revista Veja ofereceu a sua capa para o cantor e compositor Bob Dylan. Ele foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, segundo a Academia Sueca, “pelo conjunto da obra”. A escolha foi uma surpresa para os meios literários, os quais esperavam a premiação para um escritor de carreira. Internamente, a publicação afirma que em mais de meio século de atividade artística, o artista norte-americano nunca ficou parado o bastante para ser classificado: “essa inquietude é a sua reação furiosa contra o tempo e a morte”. Dylan tem 75 anos. Por causa do prêmio, a venda de streamings das suas músicas disparou na internet em uma semana: 512%. A canção mais ouvida, segundo o portal Spotify, foi a “Like a Rolling Stone”, com um aumento de 258%.

b-dylan1Robert Allen Zimmerman — Nasceu no dia 24 de maio de 1941, na localidade de Duluth, Minnesota, Estados Unidos. Pegou emprestado o nome do poeta Dylan Thomas para compor o seu nome artístico. Foi criado como mais um filho duma família judaica. Fiel à sua geração, cresceu embalado pelo rock dos anos de 1950, com direito à jaqueta de couro e à motocicleta. Mas foi com uma carreira folk essencialmente acústica e uma harmônica tocada à moda dos velhos bluesmen negros do Mississipi que invadiu os ouvidos americanos com seu primeiro álbum, lançado em 1962. A partir daí, foi deificado por uns e execrado por outros a cada mudança de rumo.

O primeiro disco mostrava o rapaz descoberto por John Hammond nos bares de Greenwich Village mais como responsável por uma releitura fundamental da folkmusic do que como compositor. Ali estavam, porém, plantados alguns frutos como a respeitosa Song To Woody, testemunho da sua adoração pelo ídolo Woody Guthrie, e a irônica Talkin´ New York, uma visão dos primeiros dias de um recém-chegado à tentação paradisíaca da capital do mundo. O segundo álbum — The Freewheelin´Bob Dylan — exibiu um poeta exuberante falando de temas que se revestiam de novos significados. Blowin´In The Wind está neste disco. Na verdade, o que o astro estava injetando na música americana era um sentimento incomparável de zanga e uma visão crítica que beirava o profético em canções como A Hard Rain´sGonnaFall e dava universalidade gritante a temas como Don´ThinkTwice, It´sAlright.

O seu primeiro turning point veio em 1965 com Highway 61 Revisited. Ele recriou aqui o rock na roll coma força de um profeta irado. Like a Rolling Stone é o hino, mas o disco todo é uma obra prima criada com a ajuda de músicos excelentes como o tecladista Al Kooper. O encontro com os integrantes da futura The Band fortaleceu o aspecto de reinvenção do rock. Os puristas do folk lhe deram as costas. A partir de Highway 61, a sua carreira tem sido uma mutação eterna. Algumas malsucedidas, outras de extrema importância para o rock. Sempre pareceu estar constantemente redefinindo o rock, mesmo quanto canta pela enésima vez clássicos como LadyLadyLay ou KnockingOnHeaven´sDoor (recuperada depois pelo Guns´N´Roses). Suas canções se parecem com canteiros de flores de fertilidade infinita: cada vez que ele volta a colher uma dessas canções antigas, ela parece adquirir nossos sentidos (Jimi JoePlayboy — janeiro de 1991). Em 2015, foi o homenageado especialdo Prêmio Grammy.

bob-dylan3Gravações Raras
05/07/2014 — Foram encontrados 149 discos com gravações raras do cantor Bob Dylan num apartamento que era usado como estúdio por ele na década de 1960 na cidade Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com o site do jornal Daily News, os áudios incluem ensaios e demos dos álbuns “Nashville Skyline”, “Self Portrait” e “New Morning”, lançados entre 1969 e 1970, além de covers das músicas “Ringof Fire” e “FolsomPrison Blues”, de Johnny Cash.O responsável pela descoberta foi o irmão da dona do imóvel, morta recentemente, que alugou a residência para Dylan na década de 1960. O atual proprietário encontrou as raridades dentro de duas caixas na parte de trás de um armário. As canções estão registradas em discos de acetato — material frágil, que não pode ser executado inúmeras vezes.

bob-dylan manu1Leilão DaLike a Rolling Stone
26/06/2014 — O manuscrito da música Like a Rolling Stone, do Bob Dylan, foi leiloado por US$ 2,045 milhões, cerca de R$ 4,5 milhões. O valor é recorde para um manuscrito de música, segundo o site da revista The Hollywood Reporter. De acordo com a publicação, o rascunho da canção foi comprado por um fã de longa data do cantor. O manuscrito foi identificado pela casa de leilão Sotheby’s como o único documento da versão final do “hino transformador do rock”. A canção, escrita em 1965, foi eclipsada pelo fenômeno dos Beatles, então no auge. No entanto, a letra marca uma ruptura no mundo da música tanto por sua duração, seis minutos, algo pouco comum na década de 1960, como por sua temática. Conta a história de uma garota certinha que caiu em desgraça.




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