bob-marley1Bob Marley

ROBERT NESTA MARLEY nasceu no dia 6 de fevereiro de 1945, na vila de Nine Mile, paróquia de Saint Ann, condado de Middlesex, Jamaica. Morreu no dia 11 de maio de 1981, na cidade de Miami, Flórida, Estados Unidos.

Filho de um militar branco inglês com uma negra nativa, teve a infância e a adolescência muito difíceis, por causa do abandono paterno. Por isso, cresceu numa favela de Kingston, a capital do seu país. Interessou-se pela música muito cedo, improvisando guitarras feitas de lata. Mais tarde, embora tenha arrumado um emprego de soldador, tomava aulas de canto para aperfeiçoar a sua técnica. Em 1962, fez a sua primeira gravação, com a música “Judge Not”. No ano seguinte, resolveu criar uma banda — Wailing Wailers —, juntando os amigos Bunny Wailer e Peter Tosh. O grupo finalizou o seu primeiro disco — “Simmer Down” —, o qual causou muita sensação em seu país.

bob-marley2Em 1966, foi para os Estados Unidos, onde ficou apenas oito meses. Voltou para a Jamaica e investiu forte na cultura rastafári. As canções sociais e espirituais, compostas a partir daí, seriam a sua marca registrada. A reputação da banda começava, assim, a extrapolar as fronteiras da Jamaica. Seus discos foram lançados com sucesso nos Estados Unidos e no Reino Unido, divulgando o rastafári e um novo estilo musical — o reggae. Essa euforia teria repercussão no disco “Burnin”, de 1973. Com conteúdo mais politizado, o trabalho atingiu o público branco da Europa, com os clássicos “Get Ut, Stand Up” e “I Shot the Sheriff”. Mas foi em 1974, que veio o maior sucesso: “No Woman Cry”. Foram doze discos entre 1965 e 1980, além de um póstumo — “Confrontation” —, de 1983. Morreu aos 36 anos, vítima de câncer no cérebro, pulmão e estômago.

bob-marley3Playboy
01/08/1980 — O rei do reggae, Bob Marley, nunca esteve tão incisivo, contestatório e mágico como no surpreendente “Uprising” (Ariola). Sempre acompanhado do Wailers, Bob promete estar aqui neste setembro. Se no seu repertório estiverem incluídas as novas “Coming From the Cold”, “We and Them” e “Bad Card e Could You Be Loved”, vai ser aquele chuá. O disco tem um instrumental que é puro desafio em matéria de ritmo e novas técnicas musicais. Reggae sutil, feito com garra absoluta e muita incisão em denunciar as mazelas que oprimem os degradados filhos da África. Mas o grande petisco fica por conta de “Redemption Song”, na qual Bob Marley, ao violão e mais nada, lança a sua voz de forma tão plangente, que nos sufoca. Coisa belíssima.

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