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05/08/2019 — A Justiça Federal de Curitiba autorizou a progressão de pena do ex-ministro Antonio Palocci para o regime aberto. Segundo a decisão, ele permanecerá com tornozeleira eletrônica. Também está imposto o recolhimento domiciliar noturno, de segunda a sexta, e integral aos sábados e domingos. Palocci está condenado na Operação Lava Jato a nove anos e dez dias de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. A ele, foram reconhecidos os benefícios da delação premiada, quando julgado pela 8.ª Turma do TRF-4 neste processo. Em primeira instância, o então juiz Sergio Moro o havia sentenciado a doze anos de prisão. Antônio Paloccci foi ministro da Fazenda dos governos do Lula da Silva e da Dilma Rousseff.

ANTÔNIO PALOCCI FILHO nasceu no dia 4 de outubro de 1960, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Formado em medicina, foi médico da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo antes de enveredar pela política. Em 1988, foi eleito vereador na sua cidade natal. Dois anos depois, elegeu-se deputado estadual. Ficou novamente apenas dois anos no cargo, pois foi eleito prefeito em 1992. Em 1998, foi eleito deputado federal. Em 2000, voltou à prefeitura de Ribeirão Preto para um novo mandato de quatro anos. Em 2002, foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa do Lula da Silva à presidência da república. Em seguida, foi nomeado ministro da fazenda, mas teve de deixar o cargo após denúncias de corrupção. Depois disso, não voltou mais à ribalta política, embora permaneça como membro influente do PT.

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18/04/2015 — A revista Época traz uma reportagem bombástica. Trata dos segredos mais que secretos do ex-prefeito de Ribeirão Preto, Antônio Palocci, que foi ministro nos governos do Lula da Silva e da Dilma Rousseff. De acordo com a revista, que se baseia em inquéritos da Operação Lava Jato, o ex-ministro recebia regularmente dinheiro na base do R$ 1 milhão por vez do advogado Márcio Tomaz Bastos, morto no ano passado. Sem recibos e sem comprovação, ele informou à Polícia Federal que o dinheiro repassado era por serviços de consultoria prestados ao grupo Pão de Açúcar. A empresa disse ao Ministério Público Federal que jamais contratou essa consultoria. O fato é que Palocci, em 2010, embolsou ao menos R$ 12 milhões em recebimentos considerados suspeitos.

Direitos Políticos
28/10/2015 — O ex-ministro Antônio Palocci teve os direitos políticos cassados por três anos, após ser condenado pela justiça de Ribeirão Preto por improbidade administrativa. Ele é acusado de contratar a empresa MIC Editorial sem licitação, na época em que foi prefeito da cidade, para realizar anúncios da administração pública. O então vice-prefeito, Gilberto Maggioni, que assumiu o executivo após o prefeito ser nomeado para o Ministério da Fazenda, em janeiro de 2003, foi condenado na mesma ação e também teve os direitos políticos suspensos pelo mesmo período. Ambos podem recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Além da perda dos direitos políticos, Palocci terá de ressarcir a prefeitura e pagar multa.

Omertá
26/09/2016 — A Polícia Federal prendeu o ex-ministro Antonio Palocci, em São Paulo, com base na trigésima quinta fase da Operação Lava-Jato. Chefe do Ministério da Fazenda no governo Lula da Silva e da Casa Civil no primeiro mandato da Dilma Rousseff, o político de Ribeirão Preto é suspeito de atuar diretamente como intermediário dos interesses da Odebrecht, a maior empreiteira do país, dentro de órgãos do Governo Federal. Também foram presos o ex-chefe de gabinete Juscelino Dourado e o ex-assessor Branislav Kontic. No processo, o juiz Sérgio Moro, em cuja jurisdição está a Lava-Jato, determinou o bloqueio de contas bancárias do ex-ministro até o limite de R$ 128 milhões para, se for o caso, o ressarcimento de danos causados à administração pública.


 

 



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