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Emancipou-se politicamente no dia 18 de maio de 1846.

Sediado no agreste do Estado da Paraíba, limita-se geograficamente com os municípios de Arara, Serraria e Pilões ao norte; Alagoa Grande e Alagoa Nova ao sul; Alagoinha ao leste; e Remígio ao oeste. De acordo com o censo de 2010 (IBGE), atualizado em 2012, a população estimada é de 23.837 habitantes, assentados numa área geográfica de 269 quilômetros quadrados. O Produto Interno Bruto estimado é de R$ 111,6 milhões, distribuídos pelos setores do Comércio e Serviços (78,5%), Indústria (13,8%) e Agropecuária (7,7%). O Índice de Desenvolvimento Humano, medido pela ONU, é 0,611, considerado médio. A cidade é administrada por Paulo Gomes Pereira, eleito em 2012 com 7.604 votos (55,2%) para o mandato de 2013-2016. A Câmara Municipal tem onze vereadores.

paulo-gomes in1Historicamente, em 1648, Elias Herckmans, então governador holandês da Paraíba, iniciou uma expedição em busca de recursos minerais na região onde hoje se assenta a cidade, sem, entretanto, nada encontrar. Pouco mais tarde, em meados do século XVII, desbravadores portugueses percorreram a região, tendo um deles, de nome Pedro Bruxaxá, se fixado no local à margem do cruzamento de estradas que eram caminho obrigatório de boiadeiros e comboieiros dos sertões com destino à cidade de Maranguape e à capital. Dada à amizade que fez com os nativos, ali construiu um curral e uma hospedaria conhecida como “Pouso do Bruxaxá”. A região foi por muitos anos denominados “Sertão de Bruxaxá”.

Com o tempo, devido a um riacho que possuía bancos de areia muito brancas, o povoado passou a ser chamado de “Brejo d'Areia”, já que o lugarejo fica na microrregião do Brejo Paraibano, região da Paraíba não muito longe do litoral, que recebe os úmidos ventos vindos do Oceano Atlântico e possui uma cobertura vegetal de floresta atlântica, hoje em dia reduzida a manchas. Por isso, também chamada de Zona da Mata. O povoado foi elevado à categoria de vila em 30 de agosto de 1818 e tornou-se cidade em 18 de maio de 1846. Com o desenvolvimento da lavoura canavieira na Região do Brejo, no século XIX, a cidade se tornou o maior município da região, mas tal proeminência econômica começou desde o século anterior com a precedente lavoura do algodão.

A cidade participou ativamente das revoluções do século XIX, tais como a Revolução Pernambucana, em 1817, a Confederação do Equador, em 1824 e a Revolta do Quebra-Quilos, em 1873. Foi a segunda cidade do Brasil a decretar a abolição da escravatura, antes mesmo da lei ser assinada pela princesa Isabel de Bragança. Foi a primeira cidade da Paraíba a ter um jornal impresso. Entre os seus filhos ilustres destacam-se Abdon Felinto Milanês (compositor clássico), Abdon Milanês (senador na Primeira República), Adauto Henriques (primeiro arcebispo de João Pessoa), Aurélio de Figueiredo (pintor e escultor), Gondim Barreto (senador da República entre 1963 e 1979), José Américo de Almeida (escritor), Pedro Américo (pintor), Trajano de Albuquerque (presidente da Província da Paraíba entre 1839 e 18410) e Valfredo Santos Leal (senador da República entre 1909 e 1916).

 

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