sao-luis-ma3São Luís

Foi fundada no dia 8 de setembro de 1612.

Situa-se no extremo norte do Estado do Maranhão, na saída para o Oceano Atlântico. Limita-se territorialmente com os municípios de Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Raposa e Alcântara. A população, segundo o IBGE, está estimada em 1.053.319 habitantes, assentados numa área de 827,1 quilômetros quadrados. O Produto Interno Bruto (PIB) estimado é R$ 17,9 bilhões, distribuído pelos setores da Indústria (22,2%) e dos Serviços (77,8%). A Agropecuária praticamente inexiste. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM) é 0,768, considerado alto pelos padrões da Organização das Nações Unidas. Aos habitantes do lugar dá-se o nome de são-luisense.

sao-luis-ma-daniel1Historicamente, deve sua origem a uma fortificação (Forte São Luís) construída no século XVII pelos franceses que invadiram o Brasil. Fundada por Daniel de La Touche, Senhor de La Ravardiere, tornou-se uma das maiores expressões urbano-econômicas do período colonial. O forte, cujo nome homenageava o rei francês Luís XIII, foi erguido sobre rocha íngreme, em uma ilha situada na reentrância costeira das baías de São Marcos e São José, ponto de convergência dos rios Itapecuru e Mearim. Apesar da localização estratégica e de contar com o apoio de vinte canhões e 1.500 índios aliados, os franceses foram batidos na decisiva Batalha de Guaxenduba por quinhentos homens chefiados por Jerônimo de Albuquerque.

Mesmo derrotados, os franceses permaneceram na região durante a longa trégua que se seguiu ao combate. Só em 1615, com a chegada de reforços portugueses, ocorreria a definitiva expulsão dos invasores. Livre das tropas francesas e, posteriormente, das forças holandesas, tornou-se importante centro do comércio colonial. Seu porto alcançou satisfatórios níveis de competição com outras áreas brasileiras, na exportação de açúcar. Durante algum tempo, o nome da vila foi mudado para São Filipe, em honra ao rei de Portugal e Espanha. Quando, porém, cessou o domínio espanhol, retomou o antigo nome. Ao longo do século XIX, devido ao destaque obtido pelo Maranhão na produção algodoeira, observou-se um crescente aumento na movimentação portuária.

sao-luis-ma1Logo, porém, haveria vertiginosa queda ocasionada pela maior concentração de interesses econômicos em outras áreas do país. Para superar esse período de decadência e se adaptar à nova situação, foi providenciada a construção de uma ferrovia (São Luís—Caxias) para uni-la a outra (Caxias—Cajazeiras) já existente nas imediações de Teresina. Fomentou-se também a instalação de algumas indústrias, o que a transformaria, cinquenta anos depois, numa das vinte maiores cidades do Brasil. No século XX, o porto se revelou bastante aquém das necessidades do tráfego moderno. Além de possuir a maior oscilação de marés entre todos os portos brasileiros (7,8 metros), seus canais de acesso eram frequentemente obstruídos pelas areias dos rios Bacanga e Anil, o que impedia a aproximação de embarcações de maior calado.

Com o povoamento da região sul do estado, desviou-se a canalização do tráfego de mercadorias para os transportes rodoviários (através da Belém-Brasília), privando a capital maranhense de sua importante fonte de divisas. Seu porto sofria também a concorrência do Porto de Tutóia, sendo forçado a partilhar a exportação de diversos produtos estaduais. A poderosa influência exercida por Recife e Fortaleza em todo o território de seu estado a reduzi à condição de simples capital regional (para áreas vizinhas), dotada de deficiente organização urbana e cercada de pequenos povoados, tipicamente rurais, cuja população se dedicava a culturas de exclusivo consumo local.

sao-luis-ma2Apesar de figurar como principal centro manufatureiro do estado, contava com reduzido número de estabelecimentos que se dedicavam à produção de derivados do babaçu, artefatos de couro, produtos alimentícios, têxteis, sabão, vestuário e fumo. Em 1970, possuía apenas 4% da população ativa, que se dedicava às atividades industriais. Distribuíam-se o restante na seguinte escala: 61% no setor de serviços (administração pública, transportes, etc.); 30% nos ramos comerciais e apenas 5% na agricultura. A grande absorção de mão-de-obra pelos serviços públicos era motivada pela insuficiência dos setores privados. Havia, entretanto, na Região de Itaqui, novas perspectivas para o desenvolvimento de suas atividades portuárias e industriais.

Na década de 1970 projetou-se a construção de um porto nessa área para possibilitar a exportação do minério de ferro que a United Steel e a Companhia Vale do Rio Doce extraíam no sul do Pará. Projetou-se também um distrito industrial, uma cidade universitária e um terminal para exportação de óleos vegetais. Em virtude de sua origem histórica (construída em lugar estratégico), possuía uma única via de acesso para o interior, o que gerava graves problemas para sua ampliação urbanística. Em torno dessa via (Caminho Grande) foram se formando novos bairros, entrecortados por chácaras de grande extensão, o que obrigava a população a se instalar em áreas distantes e impróprias para a habitação (terrenos de forte relevo, mangues, etc.).

sao-luis-ma-edivaldo1Na ponta original do Caminho Grande centralizava-se a instalação das atividades principais da cidade, como as autarquias, o centro comercial e as diversões públicas. Tombadas pelo patrimônio histórico, grandes extensões dessa área estavam vedadas à construção de novos edifícios. Nas adjacências do corpo central da cidade, existiam bairros importantes, com alta densidade populacional, embora possuíssem as características originais dos aglomerados de favelas. Cidade histórica, é tida como repositório de inúmeras obras-primas da arquitetura colonial. Destacam-se entre elas a Fonte das Pedras (construída em 1641), a Igreja de São José do Desterro, o Palácio La Ravardiêre, a Catedral Metropolitana, o Palácio Arquiepiscopal (antigo colégio de jesuítas) e a Fonte do Ribeirão, dotada de várias galerias subterrâneas.

Em estilo manuelino, seus casarões assobradados (como o prédio da Faculdade de Filosofia), encimados por mirantes e fachadas recobertas por antiquíssimos azulejos coloridos, constituem fiel retrato do Brasil Colonial. Dotada de clima quente e úmido, a cidade possui temperatura média anual estimada em 26,6°C, elevando-se para 26,9°C em novembro, o mês mais quente. A média das temperaturas máximas atinge a marca de 30,8°C, enquanto as mínimas estabilizam-se nos 23,3°C. O índice de pluviosidade média anual é de 1.730 milímetros. Administrativamente, é governada pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC), eleito em 2012, no segundo turno, com 280.809 votos (56,06% do total), para o mandato 2013-2016. Entre os seus filhos ilustres, destacam-se: Alcione Dias (cantora), Ferreira Gullar (escritor) e Solange Couto (atriz).

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