volvo1Uma cidade sobre rodas

01/12/2014 — A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou lei que concede ao município de Itabaiana, Sergipe, o título de “Capital Nacional do Caminhão”. O projeto original é de autoria do senador Eduardo Amorim (PSC-BA). Na justificativa, o senador argumentou sobre a posição estratégica que o município tem no transporte de cargas para o Nordeste. A cidade, segundo ele, possui o maior percentual de caminhões por pessoa do país. De acordo com os dados, são cinco mil veículos emplacados, além de outros quatro mil registrados em outros estados. A produção agrícola seria um dos principais fatores que influenciam a forte concentração desse meio de transporte no município, devido à grande produção de cereais, frutas e verduras. Itabaiana tem quase 100 mil habitantes. Em junho desde ano foi realizada na cidade a 49.ª Festa do Caminhoneiro.

itabaiana-sergipe-vista1O agreste sergipano
ITABAIANA
foi fundada em 1675. A emancipação política aconteceu no dia 28 de agosto de 1888. Situa-se na região central do Estado de Sergipe, o chamado agreste sergipano. Limita-se geograficamente com os municípios de Ribeirópolis, ao norte; Pedra Mole, ao noroeste; Moita, ao nordeste; Campo do Brito, ao sul; Areia Branca e Malhador, ao leste; e Macambeira, ao oeste. Segundo as estimativas do IBGE de 2014, a cidade tem 92.732 habitantes, distribuídos por uma área física de 336,693 quilômetros quadrados. O Produto Interno Bruto estimado (2011) é de R$ 800,2 milhões, com predominância do setor de serviços (incluídos o comércio e o turismo), com 85,80% do valor adicionado. O setor industrial tem 11,58% e a agropecuária, 2,62%.

itabaiana-valmir1A produção agrícola, embora insignificante em termos de valor adicionado, é baseada especialmente no plantio de algodão, amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão e milho. Na pecuária, destacam-se os bovinos, com cerca de 20 mil cabeças. A cidade não tem registros de produtos de exportação. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) é 0,642, considerado médio pelos critérios da Organização das Nações Unidas. Mas já foi bem pior: em 2000 era 0,481 e, em 1991, 0,399. No Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, que trata de questões administrativas, está em 1902.º lugar no ranking nacional e em sétimo no ranking estadual. A administração está entregue ao prefeito Valmir dos Santos Costa (PR), eleito em 2012, com 53,59% dos votos válidos (27.435) para o mandato de 2013-2016. A Câmara Municipal é composta por onze vereadores.

itabaiana-mapa1Historicamente, foi Simão Dias Francês, nascido em 1594 e, segundo a lenda, da união de um soldado francês com uma índia, o primeiro filho da terra. Com a invasão holandesa, deixou a terra natal e foi fixar-se nas matas do Caiçá, região na qual mais tarde se formaria o município que recebeu seu nome. A colonização e o povoamento tiveram início após a conquista do território sergipano por Cristóvão de Barros, em fins do século XVI, efetivando-se a posse das terras (sesmarias) pelos colonos, gradativamente, por cartas de doação, nos séculos XVI e XVII, e alvarás, no século XVIII. Ao fidalgo português, natural de Elvas, Ayres da Rocha Peixoto, por seu feito junto às tropas de Cristóvão de Barros, foi concedida a primeira sesmaria, passando o sítio que aí se formou a ser conhecido como Caatinga de Ayres da Rocha.

itabaiana-igreja1O primeiro aglomerado, porém, formador do Arraial de Santo Antônio, surgiu no século XVII, em região fértil, vizinha aos rios Lomba e Jacaracica. No arraial foi levantada a primeira igreja, a qual deu origem à atual Matriz de Santo Antônio e Almas de Itabaiana. Ela foi construída a partir de 1675, no antigo sitio de Ayres da Rocha, de propriedade do padre Sebastião Pedroso de Góes, que o vendeu à Irmandade das Almas sob a condição de ser erguido ali o templo. Itabaiana nesse tempo já era freguesia, criada em 30 de outubro do citado ano, com o nome de Santo Antônio e Almas. No século XVIII, estavam finalmente demarcados os seus limites, indo o seu território do Rio Vaza-Barris à Vila de Lagarto, do Rio Sergipe à Vila de Santo Amaro, confinando com o Sertão de Geremoabo. Em 1888 o local, finalmente, conseguiu a sua emancipação política.


 

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