vale-logo1Itabira

Itabira, em Minas Gerais, tem a sua história forjada a ferro. Desde a instalação da Vale — antiga Companhia Vale do Rio Doce — nos anos de 1940, a cidade é uma das principais produtoras de minério de ferro do país. O poeta Carlos Drummond de Andrade, nascido na cidade, não via muito glamour nesse fato: “Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. / Noventa por cento de ferro nas calçadas. / Oitenta por cento de ferro nas almas”, escreveu no poema Confidência de Itabirano. O fato é que, entre as altas e as baixas do preço do ferro no mercado internacional, a cidade se consolidou como referência econômica para as cidades vizinhas.

Em suas franjas, dois novos projetos conduzidos pelas mineradoras Manabi e Anglo American somarão investimentos de 10 bilhões de dólares. Boa parte dos empregos qualificados está sendo criada no setor de educação, que se expandiu para suprir a demanda de mão de obra das mineradoras e das suas fornecedoras. Financiada pela Vale, a Universidade Federal de Itajubá abriu um campus com dois mil alunos em nove carreiras de engenharia. A universidade prepara a contratação de 47 novos professores em 2014. Na Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira, entidade privada, há onze cursos de graduação e dois de pós-graduação. Neste ano, estrearam os cursos de engenharia civil e engenharia mecânica.

itabira-damon1ITABIRA foi fundada no dia 9 de outubro de 1848. Está localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. Limita-se geograficamente com os municípios de Itamboré do Mato Dentro ao norte; Jaboticatubas ao noroeste; Santa Maria de Itabira ao nordeste; João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo ao sul; Bom Jesus do Amparo ao sudoeste; Bela Vista de Minas ao sudeste; e Nova União ao leste. A população estimada em 2013 pelo IBGE é 115.817 habitantes, assentados numa área física de 1.254,49 km². O Produto Interno Bruto Estimado é de R$ 4,6 bilhões, distribuído pelos setores da indústria (70,7%) e do comércio e serviços (29,3). A agropecuária é insignificante, segundo dados do IBGE. O prefeito é Damon Lázaro de Sena (PV), eleito para o mandato de 2013-2016.

Historicamente, a região foi descoberta em 1698. O território, porém, o começou a ser ocupado de fato povoado no decorrer do século XVIII, após dois mineradores paulistas encontrarem ouro nos ribeiros que desciam pela encosta de um morro, no ano de 1720. Algum tempo depois, a notícia da descoberta se alastrou e logo vieram novos exploradores, ocorrendo nas décadas seguintes um processo de ocupação das terras, em especial às margens dos riachos. Ao final do século XVIII, o povoamento já era consistente e havia sido batizado de Sant’Ana do Rosário, vindo a ser construída no começo do século seguinte uma capela em honra a Nossa Senhora do Rosário, padroeira do lugar.

A partir do povoado, foi criado o Distrito de Itabira de Mato Dentro, subordinado a Caeté, que foi elevado à categoria de vila pela resolução no mesmo ano. Foi elevada depois à categoria de cidade com o nome de Itabira, contendo dois distritos. O nome “Itabira” se origina da antiga língua tupi, significando “pedra que brilha”, através da junção dos termos “itá” (pedra") e “byra” (que brilha). Entre o final do século XVIII e começo do século XIX, a mineração do ouro entrou em declínio. Ao mesmo tempo, a exploração do ferro começou a ganhar impulso, surgindo então as primeiras forjas. A partir de então, a cidade teve o seu progresso econômico garantido pelas indústrias de fundição de ferro, que existiam desde o fim do império.

Em 1942, com a criação da Vale S.A., antiga Companhia Vale do Rio Doce, e a exploração do minério em grande escala, a cidade de fato começou a crescer e a se desenvolver economicamente. A empresa reformulou e, mais tarde, duplicou a Estrada de Ferro Vitória a Minas, destinada ao transporte do minério até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo. No final da década de 1960, ganhou novo impulso em seu desenvolvimento, com o Plano de Expansão da Vale, que construiu e colocou em operação o Projeto Cauê, responsável por um verdadeiro crescimento econômico e cultural da cidade. Mesmo com a efervescência industrial, o município virou 2013 com saldo negativo no nível do emprego. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), foram admitidos 17.759 trabalhadores e demitidos 19.064. Saldo negativo: 1.305.


 


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