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Categoria: Cidades Mineiras
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Carangola

CARANGOLA começou a ser formada no início do Século 19. Tornou-se distrito do município de São Paulo do Muriaé em 1866 com o nome de Santa Luzia do Carangola. Emancipou-se administrativa e politicamente no dia sete de janeiro de 1882. Ocupa uma área de 353,4 quilômetros quadrados no sudeste do Estado de Minas Gerais na confluência com o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. Tem 32.134 habitantes pelas estimativas de 2025. Não há uma explicação plausível para a origem do nome. Vocábulo indígena, ele já aparecia em mapas antigos porque era a denominação do rio que corta o território.

O relevo de Carangola é característico da região da Zona da Mata mineira. Tem topografia ondulada a montanhosa, com a presença de serras, vales e o importante Rio Carangola. Esse rio molda a paisagem, oferecendo um clima tropical de altitude e muitas belezas naturais. Na hidrografia, a cidade está inserida na Bacia do Rio Paraíba do Sul. A economia da cidade sedimenta-se essencialmente na agropecuária, com destaque para as lavouras de café e para a criação de gado bovino. Para o turismo receptivo conta com os atrativos do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, que oferece aos visitantes cachoeiras, trilhas e vistas deslumbrantes. A renda anual por habitante (PIB per capita) é considerada baixa. Registra, segundo o IBGE, R$ 19.354,35, o que dá R$ 1.612,86 por mês.

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Carangola é o berço de diversas personalidades. No ramo artístico nasceram lá os atores Bemvindo Siqueira e o Ramon Bellan. O primeiro ganhou notoriedade em novelas, com destaque para a “Mandacaru”, produção de 1998 da TV Manchete. O segundo fez carreira no cinema. Na literatura nasceu na cidade a escritora Celeste Estrela, autora entre outros, do livro “Coroação Preta”, uma obra de poemas e narrativas biográficas. Da área jurídica, de lá são a Denise Frossard e o Victor Nunes Leal. A primeira atuou como juíza de direito no Rio de Janeiro entre 1984 e 1998. Depois, elegeu-se deputada federal pelo mesmo estado em 2002 para o mandato 2003-2006. O Nunes Leal foi ministro do Supremo Tribunal Federal entre 1960 e 1969.