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O Prêmio Nobel de Química de 2014 foi para dois americanos e um alemão

nobel-de-quimica14Os laureados de 2014

Os vencedores do Prêmio Nobel de Química foram anunciados nesta quarta-feira (08/10/2014): os americanos Eric Betzig e William E. Moerner, e o romeno naturalizado alemão Stefan W. Hell. Eles foram laureados por terem contribuído para o desenvolvimento do microscópio de fluorescência de alta resolução, que permite observar em detalhe interações químicas no interior de células vivas. A principal inovação trazida pelo microscópio foi tornar possível observar as reações que ocorrem dentro daquelas células, em alta resolução. Essa descoberta permitiu vencer um limite estabelecido em 1873 pelo microscopista Ernst Abbe. A técnica desenvolvida combina o uso de feixes de luz e fluorescência, a chamada super resolução e é utilizada no combate a várias doenças.

Michael-Levitt1Os laureados de 2013
09/108/2013 — O austríaco Martin Karplus, 83 anos, da Universidade Harvard, o britânico Michael Levitt, 66, da Universidade Stanford e o israelense Arieh Warshel, 73, da Universidade do Sul da Califórnia em Los Angeles foram laureados com o Nobel de Química na quarta-feira (09/102013). O trabalho dos três envolve a criação de modelos de computador que preveem como acontecem as reações químicas. A academia de ciências sueca comparou os estudos do trio consistente em levar a química do tubo de ensaio ao cyberespaço. As reações químicas acontecem muito rápido dentro do tubo de ensaio, por isso é difícil saber os detalhes do processo. Aí entram as simulações de computador.

Arieh-Warshel1Antes dos trabalhos dos laureados, os químicos usavam ou a mecânica clássica, que dava a posição dos átomos nas substâncias químicas, mas não previa seu comportamento durante as reações químicas, quando as moléculas estão cheias de energia e os átomos estão em “movimento”; ou a mecânica quântica, que permite enxergar esses detalhes, mas requer computadores poderosos demais, pela sua complexidade. A física quântica, que lida com o mundo das partículas subatômicas, permite “parar o tempo” e saber em detalhes como certos átomos em uma proteína do corpo vão reagir com um medicamento, por exemplo. O trio conseguiu usar, para a análise da mesma molécula, a mecânica quântica para as partes cruciais das ligações químicas e a mecânica clássica para as partes menos importantes.

A academia de ciências sueca comparou o funcionamento dessas simulações a uma fotografia. No centro, onde está o rosto da pessoa retratada, é preciso ter alta resolução, um número grande de pixels para que se vejam os detalhes. Nos cantos da imagem, não é preciso usar tanta memória de computador para fazer o registro. Esse trabalho começou nos anos de 1970 e permitiu desvendar, por exemplo, o funcionamento das enzimas, substâncias que regulam e facilitam as reações químicas nos seres vivos. Os programas de computador criados são usados pela indústria farmacêutica para desenvolver medicamentos e também para criar células fotoelétricas, usadas no aproveitamento da energia solar. Os cientistas vão dividir o prêmio de US$ 1,25 milhão.

r-lefkowitz in1Os laureados de 2012
10/10/2012 — Os cientistas americanos Robert J. Lefkowitz e Brian K. Kobilka foram anunciados nesta quarta-feira (10/10/2012), pela Real Academia de Ciências da Suécia, como vencedores do Prêmio Nobel de Química. Seus estudos mostram como as células do corpo respondem a estímulos, como uma injeção de adrenalina. O trabalho pode ajudar no desenvolvimento de remédios mais eficientes, segundo anunciou o comitê de premiação. “Esses pequenos receptores permitem a cada célula sentir seu ambiente, o que lhes facilita a adaptação a novas situações”, segundo a academia.

brian-kobilka in1Cerca da metade de todos os remédios, entre eles os betabloqueadores, anti-histamínicos e vários tipos de medicamentos psiquiátricos, fazem efeito através dos receptores acoplados a proteínas G. Por isso, a descrição de seu funcionamento interno levará a grandes avanços neste âmbito. Robert Lefkowitz trabalha no Instituto Médico Howard Hughes e no Centro Médico Universitário Duke, de Durham (EUA). Brian Kobilka é pesquisador da Escola Universitária de Medicina de Stanford (EUA). Os ganhadores deste prêmio sucedem na lista do Nobel de Química o cientista israelense Daniel Shechtman, que recebeu a honraria no ano passado.



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