martinlutherking in1MARTIN LUTHER KING JR nasceu no dia 15 de janeiro de 1929 na cidade de Atlanta, no Estado da Georgia. Morreu no dia 4 de abril de 1968 na cidade de Memphis, no Estado do Tennessee.

 

Após 44 anos de sua morte, continua sendo referência incomparável de liderança no combate à desigualdade racial. Com notória repercussão na época, a reportagem de capa da Veja de abril de 1968 trazia a face de Martin Luther King com a manchete: Pesadelo Americano. No dia 4 de abril daquele ano, morria tragicamente em Memphis, nos Estados Unidos, um dos maiores defensores da luta pelos direitos civis e igualdade para os negros daquele país.

Pastor batista e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1964, teve sua vida abruptamente retirada aos 39 anos de idade, com um único tiro de projétil no lado direito do pescoço, na varanda do hotel em que estava hospedado.

 

Os Estados Unidos e os outros países apoiadores da causa não apenas se abalaram com a perda do herói da paz, mas sim se sentiram órfãos com tamanho vazio. A repercussão de sua morte causou manifestações, confrontos com policiais, saques, e prisões na cidade composta de 40% de negros. A carreira do doutor King, como era conhecido, foi marcada por coragem frente às desigualdades dos negros, as lutas pela paz e pela facilidade de abalar multidões com seus discursos humanitários. Cativava plateias em seus comícios nos templos religiosos do sul americano. Em um de seus mais famosos discursos intitulado Eu Tenho Um Sonho, em 28 de agosto de 1963, acreditava que a mudança na sociedade discriminatória era possível e ainda elucidou um sonho: que um dia todos seremos iguais.

 

martinlutherking in2Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Geórgia, voltem para a Louisiana, voltem para as favelas e guetos de nossas cidades do norte sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e vai ser mudada. Não nos arrastemos pelo vale do desespero. Digo hoje a vocês, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação vai se levantar e viver o verdadeiro significado de sua crença: ‘Consideramos essas verdades auto evidentes: que todos os homens são criados iguais’.

 

Eu tenho um sonho de que um dia, nas montanhas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos donos de escravos serão capazes de sentarem-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhos um dia viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter (...). Quando permitirmos que a liberdade ecoe, quando permitirmos que ela ecoe em cada vila e cada aldeia, em cada estado e cada cidade, seremos capazes de avançar rumo ao dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da velha cantiga negra, ‘Enfim livres! Enfim livres! Graças a Deus Todo-Poderoso, enfim estamos livres!’.”

 

Martin Luther King pregava com racionalidade. Ensinava a seus seguidores os dois lados de uma situação e como agir diante das dificuldades. O propósito era sempre um, a violência não era e nunca seria o caminho certo. “Infelizmente, a História transforma algumas pessoas em oprimidas e outras em opressoras. E há três formas pelas quais os indivíduos oprimidos podem lidar com a opressão. Uma delas é se levantar contra os opressores com violência física e ódio corrosivo. Mas este não é o caminho. Pois o perigo e a fragilidade deste método são sua futilidade. A violência cria mais problemas sociais do que soluções. Como disse várias vezes, se o negro sucumbir à tentação de usar a violência em sua batalha, as gerações que ainda não nasceram receberão uma longa e desoladora noite de amargura, e nosso principal legado ao futuro será um eterno reinado de caos sem sentido. A violência não é o caminho (...)”. (Amar

seus Inimigos, Montgomery, 17 de novembro de 1957).

 

 


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