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Nova espécie de pterossauro é descoberta em sítio arqueológico do Paraná

pterossauro1Pterossauros: espécie paranaense

13/08/2014 — Uma equipe de pesquisadores brasileiros descobriu uma nova espécie de pterossauro que viveu apenas no Brasil. Os fósseis do animal foram descobertos na cidade de Cruzeiro do Oeste, no Estado do Paraná, num local considerado a maior aglomeração de pterossauros já encontrada no mundo. No primeiro estudo feito com o material, publicado no periódico Plos One, foram utilizados 47 crânios encontrados no local. Em dois anos e meio de exploração no sítio arqueológico, os cientistas retiraram cerca de cinco toneladas de blocos com fósseis. De acordo com os pesquisadores, ainda há uma grande área a ser explorada. As expectativas são altas em relação ao que pode ser encontrado por lá, incluindo outros tipos de animais.

Os pterossauros descobertos fazem parte de uma nova espécie, que recebeu o nome de Caiuajara dobruskii. Entre as principais características anatômicas que fizeram com que eles merecessem uma nova classificação, diferenciando-os das espécies conhecidas, está o fato de eles terem o “bico”, ou seja, a parte final da mandíbula, mais inclinada para baixo do que os outros. Além disso, os animais apresentam concavidades no céu da boca e na arcada inferior, sendo esta última mais pronunciada, cuja utilidade os pesquisadores ainda não desvendaram. Foi o primeiro pterossauro descoberto na região sul do Brasil, segundo fontes do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os pesquisadores estimam que o animal tenha vivido no período Cretáceo Superior, há cerca de oitenta milhões de anos.

Além de ser uma espécie nova, a importância desta descoberta está no acúmulo de fósseis no local, “que é surpreendente”. É a primeira acumulação de pterossauros encontrada no país e a terceira em todo o mundo. A primeira ocorreu na Argentina, na década de 1990, e a segunda na China, em junho deste ano. Entre as três, a acumulação do Paraná é a com o maior número de indivíduos identificados até agora. Essas características fizeram os pesquisadores apelidarem a região de “Mongólia Brasileira”, em referência ao país asiático que é considerado o mais rico do mundo em descobertas fósseis. Uma possível explicação para a concentração tão grande de indivíduos: a região de Cruzeiro do Oeste era um deserto na época em que estes animais habitavam o local. Os pterossauros provavelmente se concentravam em torno de algum tipo de oásis, o que explicaria as condições em que os ossos foram encontrados.


 


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