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Francis Bradley defendeu a coerência como um teste para a verdade

bradley1Francis Bradley e o idealismo britânico

Francis Herbert Bradley nasceu no dia 30 de janeiro de 1846, na localidade de Clapham, Inglaterra. Morreu no dia 18 de setembro de 1924, na cidade de Oxford.

Era filho de um evangélico pregador. Fez os primeiros estudos na sua cidade natal e a faculdade em Oxford. Em 1870, ganhou uma bolsa de estudos que findaria com seu casamento. Como nunca se casou e os termos da bolsa não exigia que exercesse o magistério, teve possibilidades de se dedicar exclusivamente à leitura e à redação de obras filosóficas. Seu primeiro trabalho publicado foi o panfleto “As Pressuposições da Crítica Histórica”, em 1874. Seguiram-se “Estudos Éticos” (1876), “Princípios de Lógica” (1883) e “Aparência e Realidade” (1893).

Escreveu também artigos para publicações filosóficas. Alguns dos quais foram incluídos nos “Ensaios Sobre a Verdade e a Realidade” e outros nos “Ensaios Reunidos” (postumamente, em 1935). Em seus escritos, fez uma tentativa de conciliar o hegelianismo e o empirismo. Rejeitou as tendências da filosofia inglesa representados por John Locke, David Hume e John Stuart Mill. Foi um dos principais membros do movimento filosófico conhecido como “idealismo britânico”, fortemente influenciado por Immanuel Kant e pelos idealistas alemães Johann Fichte, Schelling Friedrich e Friedrich Hegel.

Em 1909, publicou o ensaio “Sobre Verdade e Coerência na Mente”. O filósofo Robert Stern afirmou que neste trabalho o autor defende a coerência não como uma conta de justificação, mas como um critério ou teste para a verdade. Uma característica da sua abordagem filosófica é a técnica de distinguir a ambiguidade dentro da linguagem. Esta técnica pode ser vista como a precursora dos avanços posteriores da filosofia da linguagem. A sua reputação filosófica caiu muito depois de sua morte, especialmente por causa da eliminação da teoria do “idedalismo britânico” das escolas inglesas. Em 1914, o então incipiente poeta T. S. Eliot escreveu uma dissertação para o seu doutorado intitulada “Conhecimento e Experiência na Filosofia de FH Bradley”.


 


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