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Descartes, o filósofo francês que inaugurou o racionalismo moderno

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RENÉ DESCARTES nasceu no dia 31 de março de 1596, na localidade de La Haye, França. Morreu no dia 11 de fevereiro de 1650 na cidade de Estocolmo, Suécia.

Estudou no colégio jesuíta de La Frèche, onde recebeu ensinamentos da tradição aristocrática. Desejoso de conhecer o mundo, ingressou na carreira militar, tendo participado do exército de Maurício de Nassau. A partir de 1620, porém, renunciou às armas, passando a empreender sozinho diversas viagens. Estabeleceu-se finalmente na Holanda em 1628. Os cinco primeiros anos neste país foram dedicados à elaboração de um pequeno tratado de metafísica e, principalmente, à composição de uma obra que deveria abarcar o conjunto da física: o Traité du Monde et de la Lumière (Tratado do Mundo e da Luz).

Devido às perseguições religiosas, entretanto, não publicou imediatamente esta e outras obras que viria a compor a seguir. Em 1637, reconsiderou a intenção de nada mais publicar, liberando ao público três pequenos tratados: Dióptrica, Meteoros e Geometria, precedidos do Discurso do Método Para Uma Boa Compreensão da Razão e Conhecimento da Verdade Através da Ciência. As obras foram escritas em francês, uma novidade numa época em que as obras científicas e filosóficas eram escritas em latim. Em 1641, publicou as Meditações, que deram margem a numerosas objeções por parte de filósofos e teólogos. Isso o levou a redigir respostas que contêm elementos importantes para a compreensão de seu pensamento.

descartes in2Em 1644, para completar a exposição de sua filosofia e de sua física, publicou os Princípios da Filosofia, obra dedicada à princesa Elizabeth da Boêmia, com a qual manteve famosa correspondência sobre assuntos filosóficos e quem, de certo modo, o induziu a escrever o Tratado das Paixões, em 1649. A maior parte da obra do filósofo é consagrada às ciências. Ele não se contenta, entretanto, em fazer pesquisas. Discutido e debatido desde o seu tempo, deixou uma forte tradição filosófica, inaugurando o racionalismo e o idealismo modernos. Seu ideal de constituir uma “matemática universal” tornou-se um objetivo, que, de diferentes maneiras, passou a ser seguido por várias gerações de filósofos, pelo menos até a segunda metade do século XIX.

Marcou, com sua distinção metafísica das substâncias, não apenas a tradição espiritualista da filosofia clássica. De sua concepção atomista da matéria é que decorrerá o materialismo francês do século XVIII. Sua epistemologia científica, baseada no modelo da razão matemática, perdura enquanto não se discute a própria matemática que lhe serve de sustentação. Só a partir do final do século XIX e principalmente no decorrer do século XX é que começou a se propor outra concepção de razão, para substituir ou complementar a razão cartesiana, baseada na corrente fenomenológica de Edmund Husserl. Sua vida foi retratada no cinema em 1974, pelo cineasta italiano Roberto Rossellini. Em 2002, a Editora Paulus lançou, no Brasil, a obra O Discurso do Método.


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