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Maurice Blondel enfrentou no início do século XX a intolerância de acadêmicos e de religiosos

maurice-blondel1Maurice Bondel

Nasceu no dia 2 de novembro de 1861, na cidade de Dijon, Borgonha, França. Morreu no dia 4 de junho de 1949, na cidade de Aix-en-Provence.

Embora tenha nascido no seio de uma família de tradição jurídica, preferiu seguir a carreira de filósofo. Em 1893, doutorou-se na Universidade de Sorbonne com as teses “Ensaio Sobre Uma Crítica da Vida e Sobre Uma Ciência da Prática” e “Ensaio Sobre ‘O Laço Substancial’ de Leibniz”, assunto que, na época, era considerado fora da filosofia. Em sua exposição sobre a ação, procurou demonstrar que esta nasce de um desequilíbrio entre o poder e o querer: o homem nunca pode “igualar suas próprias exigências”. No fundo, deseja — e não pode — ser deus.

Assim, a análise da ação leva a afirmar a necessidade de deus e de uma vida sobrenatural, na qual a vontade se satisfaz em um deus, transcendente ou imanente, princípio de tudo o que existe de infinito nos desejos humanos — e finalidade destes. Essa tese fez com que ele fosse atacado violentamente na universidade: dizia-se que ele tinha subordinado a filosofia à fé e que a tinha degradado a um nível apologético. Também foi censurado pelos católicos, que o acusavam de pragmatismo, imanentismo e, em última análise, de modernismo. Sua resposta aos religiosos foi a “Carta Sobre Exigências do Pensamento Contemporâneo Em Matéria de Apologética”, de 1896. Nesse mesmo ano, conseguiu a sua nomeação dar aulas na faculdade de Aix-em-Provence. Não obstante a cegueira que o atacou em 1927, deixou uma vasta obra.

maurice-blondel2maurice-blondel3Principais Obras
1904 — História e Dogma
1932 — O Problema da Filosofia Católica
1934 — O Pensamento
1935 — O Ser e Os Seres
1937 — A Ação
1939 — A Luta Pela Civilização e Filosofia da Paz
1940 — Exigências Filosóficas do Cristianismo
1944 — O Espírito Cristão e A Filosofia



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