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Categoria: Naturalistas
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barao-de-houmboldt1Barão de Houmboldt

FRIEDRICH HEINRICH ALEXANDER HOUMBOLDT nasceu no dia 14 de setembro de 1769 e morreu no dia 6 de maio de 1859, na cidade de Berlim, Alemanha.

Naturalista formado em Ciências Administrativas na Universidade de Francfort-sobre-o-Meno, estudou depois na Academia de Comércio de Hamburgo e em seguida na Escola de Minas de Friburgo. Nomeado chefe da administração de minas do estado, sobressaiu-se nesse cargo. Data dessa época a sua primeira descoberta científica. Ao observar que os liquens e musgos, plantas verdes, continuavam a manter a clorofila debaixo da terra, deduziu que o oxigênio, sob certas circunstâncias, pode produzir clorofila.

Estudou também os efeitos da eletricidade sobre os nervos dos animais e de seres humanos, sendo considerado um dos precursores da moderna terapêutica elétrica. Encorajado por um amigo, o naturalista J. G. A. Foster, excursionou por diversas partes da Europa. Com outro amigo, o botânico Aimé Bonpland, viajou para a América Espanhola. Seguiram numa fragata equipada com atualizada aparelhagem científica. No caminho, pesquisaram a geologia e a botânica das Ilhas Canárias. Na América, fizeram inúmeras expedições e explorações, retornando cinco anos depois para a Europa com uma imensa coleção de espécimes (mais de sessenta mil plantas, dentre as quais 6,3 mil novas espécimes).

Suas viagens incluíram o Orenoco (Venezuela), Quito e Lima (Peru), a foz do Rio Amazonas (Brasil), Cartagena e Bogotá (Colômbia), Cuba, México, Filadélfia e Washington (Estados Unidos). Os levantamentos, os mapas, a coleta de material geológico, zoológico e botânico mais o estudo da economia dos lugares e dos habitantes dos países que atravessaram foi na realidade o maior trabalho feito até então por naturalistas. Na Europa, começou a redigir os resultados da pesquisa. Depois de diversos anos em Berlim, mudou-se, em 1808, para Paris, onde esperava terminar o seu trabalho em dois anos. Levou, entretanto, vinte e um anos. Os resultados, que ocuparam trinta volumes, foram importantíssimos para a ciência.

A sua narrativa pessoal Relação Histórica é um fascinante livro de viagem. Foi camareiro e depois conselheiro de estado do imperador Federico III. Era conhecido como “democrata palaciano”, pois decretou leis contra a escravatura e abolindo a discriminação contra os judeus. Sempre atraído pela atividade científica, organizou ume esquema internacional de observações magnéticas e meteorológicas. Em 1829, fez longa viagem científica pela Rússia e publicou suas observações. Em 1845, iniciou a obra Cosmos, Ensaio de Uma Descrição Física do Mundo, na qual descreve e ilustra a história e o estado físico do mundo. Tenta também mostrar a unidade entre as complexidades da natureza. Essa obra é considerada a última manifestação possível do saber do “homem universal” cantado em prosa e verso pelos artistas da Renascença.