20180810Mulher Nota 100

10/08/2018 — Cientista vencedora do Prêmio Nobel, Maria Curie foi a mulher mais influente da história, revelou uma pesquisa da rede britânica BBC. O relatório enfatizou o papel dela na busca de tratamentos para a cura do câncer. Os leitores da revista BBC History colocaram a polonesa no topo de uma lista de 100 mulheres que mudaram o mundo. A cientista se tornou a primeira pessoa a receber dois prêmios Nobel pela pesquisa sobre a radioatividade, uma palavra que ela criou. Ganhou, em 1903, junto com o marido, Pierre Curie, o Nobel de Física, e, em 1911, o Nobel de Física. Foi a matriarca de uma família de cientistas. A filha, Irène Curie, também receberia, mais tarde, em 1935, o Nobel de Química.

Maria Curie
MARIE SKLODOWSKA CURIE nasceu no dia 07 de novembro de 1867, na cidade de Varsóvia, Polônia. Morreu no dia 04 de julho de 1934, na cidade de Sancellemoz, França. Estudou na Universidade Floating, na cidade natal, onde começou o treino científico. Em 1891, aos 24 anos, seguiu sua irmã mais velha, Bronislawa, para estudar em Paris, cidade na qual conquistou seus diplomas e desenvolveu seu futuro trabalho científico. Em 1903, dividiu o Nobel de Física com o marido Pierre Curie e o físico Henri Becquerel. A cientista também foi laureada com o Nobel de Química em 1911. As suas conquistas incluem a teoria da radioatividade, técnicas para isolar isótopos radioativos e a descoberta de dois elementos, o polônio e o rádio. Sob a direção dela foram conduzidos os primeiros estudos sobre o tratamento de neoplasmas com o uso de isótopos radioativos.

A cientista fundou os Institutos Curie em Paris e Varsóvia. Eles, até hoje, são grandes centros de pesquisa médica. Durante a Primeira Guerra Mundial, fundou os primeiros centros militares no campo da radioatividade. Apesar da cidadania francesa, nunca deixou a identidade polonesa de lado. Ensinou as duas filhas a falar em polonês e as levou em viagens ao país natal. Nomeou o primeiro elemento químico que descobriu de “polônio”, em homenagem ao seu país de origem. Morreu aos 66 anos, em 1934, em decorrência de uma leucemia, causada pela exposição à radiação ao carregar testes de rádio em seus bolsos durante a pesquisa e ao longo serviço na Primeira Guerra, quando montou unidades móveis de raio-X. A filha Éve Curie escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em 1944 foi homenageada, juntamente com o marido, com o nome do Elemento 96 da Tabela Periódica, Cúrio, descoberto por um grupo de cientistas americanos.


 

 

 



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