Sylvia Kristel
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SYLVIA KRISTEL nasceu no dia 28 de setembro de 1952 na cidade de Utrecht. Morreu no dia 18 de outubro de 2012 na cidade de Amsterdã, vítima de câncer. Iniciou seu trabalho como modelo aos 17 anos, mas inicialmente planejava ser professora. Tornou-se conhecida mundialmente interpretando a personagem principal na série de filmes eróticos Emmanuelle. Atriz mais famosa do cinema europeu na década de 1970, seus filmes ultrapassaram as barreiras do que era aceitável na sociedade europeia da época. Cenas de sexo envolvendo estupro, masturbação e lesbianismo abriram as portas para um cinema erótico mais ousado.

O seu primeiro filme como Emmanuelle fez sucesso em muitos países e deu sequência a uma infinidade de cópias, que acabariam por consolidar o gênero. Seus filmes marcaram época e ficaram por mais de 15 anos em cartaz num cinema da avenida Champs Elisées, em Paris. Atuou em 56 produções, entre filmes franceses e holandeses. Em 2004 realizou, em parceria com o pintor e animador Roland Torpor, o filme Torpor et Moi, animação que pretendeu recriar a memória da vida artística em Paris na época da série Emmanuelle. Em 2007, escreveu uma autobiografia, em que conta o seu envolvimento com a fama mundial, o álcool, as drogas, os casamentos e a luta contra o câncer. Depois de encerrar a carreira, passou a se dedicar à pintura e a uma vida modesta em Amsterdã, capital holandesa.

sylvia-kristel in2O MITO DA EMMANUELLE
O filme Emmanuelle, que protagonizou, foi um dos maiores sucessos cinematográficos a partir de 1974. Foi visto no cinema por 50 milhões de espectadores do mundo inteiro — e até 350 milhões, se consideradas outras mídias. Fenômeno de público, o filme original “abriu as válvulas” do cinema pornô, segundo os produtores, que testemunharam a superação do pudor promovida pelo longa-metragem. Em Atenas, Caracas e outras capitais, houve tumulto nas exibições do filme.

Pela primeira vez, casais fizeram fila para ver um filme erótico, que muitos chegaram ao limite de considerar um longa de arte experimental. Em Paris, o cinema Champs-Elysées acabaria exibindo o filme, que narra as muitas experiências sexuais de uma diplomata em Bangcoc, por incríveis 553 semanas (ou seja, mais de dez anos). Emmanuelle foi adaptado de um best-seller erótico de mesmo nome, lançado em 1959 por Emmanuelle Arsan.

O produtor Yves Rousset-Rouard, ansioso por entregar o projeto para um jovem diretor, convidou o talentoso fotógrafo Just Jaeckin, ainda inexperiente na direção de um longa-metragem. Na estreia do filme, a atriz foi vítima de diversos insultos — “vadia” entre os mais leves — e alvo de todos os tipos de rumores, como a história de que mantinha um romance com o presidente francês, Valéry Giscard d'Estaing. Após o sucesso, seu nome ficou ligado à saga erótica, composta ainda por Emmanuelle, a Anti-Virgem (1975) e Adeus, Emanuelle (1977). Ela fez seis longas para a TV, já na pele de uma velha Emmanuelle, entre eles Para Sempre Emmanuelle, A Vingança de Emmanuelle, Veneza com Emmanuelle e A Magia de Emmanuelle, todos de 1994.


 

 



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