Alocromia
Substantivo feminino que descreve a alteração da cor natural de algo, seja por uma substância estranha, um defeito visual ou uma diferença de cor indicando que algo tem uma cor acidentalmente diferente da cor verdadeira. Na medicina é um defeito visual que faz a pessoa ver cores diferentes das cores reais (cores alucinatórias ou alteradas) ou até mesmo uma alteração do ritmo cardíaco (alocronia). Uma pessoa que tem uma visão alterada e vê tudo em tons de verde, por exemplo, está num estado de alocromia visual. Na mineralogia refere-se a minerais que possuem uma cor diferente da sua variedade mais comum devido à presença de impurezas ou elementos estranhos.
Dicionário
dos substantivos
SUBSTANTIVO — Classe de palavras que nomeia seres, lugares, objetos, sentimentos, qualidades, ações e fenômenos da natureza. Os substantivos podem variar em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo). Eles são o núcleo da frase. Servem de base para as outras palavras. Podem ser simples ou compostos, comuns ou próprios, concretos ou abstratos, primitivos ou derivados e coletivos.
AB — Substantivo masculino. No calendário civil dos judeus, é o décimo primeiro mês. No calendário eclesiástico representava o quinto mês. Para os sírios, representa o último mês do verão.
ABA — Substantivo feminino. Parte não fundamental da coisa a que está aderente.
ABUNDÂNCIA — Substantivo feminino. Grande quantidade, fartura, profusão. Figurativamente: excesso, exagero. Como escreveu o romancista português Eça de Queiroz na obra “A Cidade das Serras”: “Insisti logo, com abundância, puxando os punhos, saboreando o meu fácil filosofar”. Na astronomia é a proporção de átomos ou de moléculas que entram na composição de uma atmosfera estelar. Na química é a fração dos átomos que na atmosfera de um só elemento tem a mesma massa atômica. Ainda na química é a concentração de qualquer dos isótopos de um elemento nas ocorrências naturais.
ABUSO — Substantivo masculino. Mau uso ou uso errado, excessivo ou injusto. Excesso, descomedimento. Nas relações sociais diz-se da exorbitância de atribuições ou poderes. Aquilo que contraria as boas normas, os bons costumes. Ultraje ao pudor, assédio relacionado às condições de poder.
ALEGORIA — Substantivo feminino. Exposição de um pensamento sob forma figurada. Ficção que representa uma coisa para dar ideia de outra. Sequência de metáforas que significam uma coisa nas palavras e outra no sentido. Nas artes plásticas é uma obra de pintura ou de escultura que representa uma ideia abstrata através de formas que a tornam compreensível. Simbolismo concreto que abrange o conjunto de toda uma narrativa ou quadro, de maneira que a cada elemento do símbolo corresponda um elemento significado ou simbolizado. No carnaval têm-se os carros alegóricos, os quais representam o tema do enredo da escola de samba.
ALEIA — Substantivo feminino. Fileira ou renque de arbustos ou de árvores para marcar um caminho, uma estrada. Passeio ou arruamento de jardins, parques, etc., ladeado de árvores ou arbustos. Como disse o escritor cearense Gustavo Barroso na obra “A Ronda dos Séculos”: “Adiante, a lividez do luar alumiou-lhes os passos por uma aleia de buxos aparados e de cheirosos canteiros de alfazema”.
ALEIVOSIA — Substantivo feminino. O mesmo que traição, perfídia, deslealdade. Também significa dolo, fraude. No sentido criminal, falsa acusação, calúnia, injúria. Como escreveu o autor português Aquilino Ribeiro na obra “Estrada de Santiago”: “Não se disse em público que a mulher do ministro da guerra, uma senhora de grande nobreza moral, ostentava na recepção um colar de diamantes que lhe trouxera um embaixador aliado com arras de suborno. A aleivosia não correu e ficou impune”.
ALELUIA — Na religião significa “louvai jubilosamente a Jeová”. Canto de alegria e louvor frequente nos salmos. É adotado pela igreja na sua liturgia, especialmente no tempo da Páscoa. Na flora, é um arbusto ornamental da família das leguminosas, cujo nome científico é Cassia bacillaris. Entre os insetos, é a designação comum dos exemplares alados dos isópteros, mais conhecidos como cupins, quando abandonam o ninho para o voo nupcial. Após esse voo, as fêmeas fecundadas formam novas colônias.
ALFÂNDEGA — Repartição pública encarregada de vistoriar bagagens e mercadorias em trânsito e cobrar os correspondentes direitos de entrada e saída. Por extensão, conjunto de salas ou edifício onde se instala uma repartição pública. A alfândega marítima é aquela que se instala num porto para controlar as vendas e as compras externas. O mesmo se diz da alfândega aeroportuária. A alfândega seca é aquela que se instala em algum ponto de trânsito terrestre. O mesmo que aduana. Figurativamente, é um lugar onde se faz muita algazarra.
ALFÉLOA — Substantivo masculino derivado do árabe “al-hair”. Pasta de melaço ou de açúcar em ponto grosso. Ao esfriar, é manipulada até embranquecer. Com se fazem diversos tipos de confeitaria, dentre os quais o alfenim. Esse doce, muito popular na Ilha dos Açores em Portugal, ainda leva mel, açúcar e farinha. Em outras regiões, a receita foi recriada em doces como as balas de coco, confeitos muito apreciados em festas de aniversário. Tradicionalmente, a alféloa era moldada em formatos de animais, flores e santos. No Estado de Pernambuco, é chamada de “felô”.
ALFERES — Posto ou graduação militar existente nas forças armadas de alguns países. Normalmente, corresponde a um posto das categorias de oficial subalterno ou de cadete/oficial aluno. Originalmente, era o encarregado do transporte da bandeira ou estandarte de um exército, unidade militar, ordem de cavalaria ou outra instituição militar. Posteriormente, transformou-se num posto militar, ao qual já não estava necessariamente inerente o exercício da função de porta-bandeira. Em diversas forças armadas, continua a manter-se a tradição dos alferes mais novos de cada unidade serem designados para a função de porta-bandeiras. No Brasil, o posto de alferes não existe mais. Foi substituído em 1905 pelo posto de segundo-tenente.
ALFINETE — Pequena e fina haste de metal, com uma das extremidades aguçada e outra em forma de cabeça. É utilizada para prender ou segurar panos, papéis, etc. Também pode ser uma joia que os homens pregam nas gravatas. As mulheres também o usam para prender o chapéu ou os cabelos. Na forma verbal “alfinetar” é comum utilizar o vocábulo numa alusão crítica a alguém. Como por exemplo na frase “Não a censurou com doçura, alfinetou-a mordazmente”. Ou seja, significa nesse sentido “machucar”, “magoar”, etc. No particípio do verbo (alfinetada) é uma picada que produz uma dor muito aguda.
ALFORJE — Substantivo masculino derivado do étimo árabe “al-khurj”. Significa “sacola de viagem”. Assim, é um tipo de sacola grande, dividida em dois compartimentos ou bolsas, cada qual com a sua respectiva abertura. É fechado nas extremidades e aberto no meio, por onde se dobra, de modo a manter os compartimentos separados entre si e a fazer uma distribuição equânime do peso. Leva-se ao ombro ou preso a uma sela, na garupa de uma cavalgadura. É usada para transporte de objetos. Presentemente, o alforje tem sido utilizado em bicicletas ou motocicletas, presos ao assento, em moldes análogos àqueles em que seria levado numa cavalgadura.
ALFORRIA — Substantivo feminino derivado do árabe “al-hurriá”. Era a libertação de um escravo, que podia ser concedida pelo proprietário através de um documento chamado “carta de alforria”. No Brasil, a alforria podia ser obtida de diversas formas, como por meio de compra pelo próprio escravo, que juntava dinheiro para pagar o documento, ou concedida pelo senhor em casos como o batismo ou em testamento. Em 1871, a Lei do Ventre Livre declarou livres todos os filhos de mulheres escravas a partir do dia 28 de setembro. Em 1885, a Lei do Sexagenário declarou livres todos os escravos com mais de sessenta anos. Finalmente em 1888, a Lei Áurea extinguiu oficialmente a escravidão no país.
ALGAS — Grupo diversificado de organismos que realizam fotossíntese, geralmente aquático, que variam do microscópico ao macroscópico. Não são plantas verdadeiras, pois não possuem raízes, caules ou folhas. São vitais para a vida na Terra, pois produzem uma grande parte do oxigênio que respiramos. Usam a luz solar para converter dióxido de carbono e água em oxigênio e matéria orgânica. Podem ser unicelulares (como o fitoplâncton) ou multicelulares. São utilizadas na indústria alimentícia (como sushi e gelatinas), na medicina e em cosméticos.
ALGOZ — Substantivo derivado do árabe “all-gozz”. Na antiguidade, era o nome de uma tribo que recrutava verdugos. O mesmo que carrasco. Em sentido amplo, pessoa que executa pena de morte ou castigos físicos. Em sentido figurado, alguém cruel, desumano ou algo que causa grande aflição. Como escreveu o poeta maranhense Raimundo Correia na obra “Poesias”: “Vinga-te! Já o algoz tremendo me conduz ao cadafalso. E horror! Já sobre mim reluz o aço triangular da guilhotina”. Ou como asseverou o poeta carioca Francisco Otaviano na obra “Antologia dos Poetas Brasileiros”: “Não tive amigos e nem deixo amores. Se os tive, tornaram-se traidores. Algozes vis de alma consumida”.
ALHETA — Na construção naval, é o encontro do painel de popa com o costado nas embarcações de popa quadrada. Também é a parte da curva do costado, de um e de outro bordo, à popa da embarcação. Também é a direção que fica a meio caminho entre o través e a popa. Como escreveu o autor cearense Adolfo Caminha na obra “Bom Crioulo”: “Pela alheta de boreste vinha-se chegando o vulto sombrio de um grande vapor de dois anos”. Na tipologia, é cada uma das duas alavancas (alheta superior e alheta inferior) que, acionadas por uma trava, ligam e desligam o movimento da linotipo. É também um tipo de suporte especial para quadros.
ÁLIBI — Substantivo masculino derivado do latim. Significa “noutro lugar”. Na área jurídica, é o meio de defesa que o réu apresenta para provar sua presença em lugar diferente daquele em que o crime ou o delito foi cometido. Exemplo: O crime aconteceu em São Paulo. Por ter sido supostamente o último a ter contato com a vítima, o réu é acusado. Mas ele prova, com documentos e testemunhas, que na hora do evento delituoso estava no Rio de Janeiro. A acusação é assim retirada. No cinema e na televisão, o subterfúgio “álibi” já foi tema de diversas produções. Em 2025 foi lançada a série “O Álibi” (Prime Vídeo), cuja trama acompanha o herdeiro de um império midiático que contrata uma acompanhante para apresentar como álibi caso seja investigado por assassinato.
ALICANTINA — Substantivo feminino derivado do espanhol. O mesmo que astúcia, manha, trapaça, treta. Como escreveu o autor português Aquilino Ribeiro na obra “Lápides Partidas”: “Reconheço a minha inferioridade em nutrir uma antecipação absurda pelos que coxeiam e suponho que me veio a tara ao avaliar as malas-artes do Mercúrio, o deus das alicantinas e das patifarias, que arrastava as pernas tão lastimosamente”. A palavra é usada em contextos de jogos e negócios. Pode ser empregada para descrever uma pessoa esperta ou para indicar a ação de enganar com destreza. É um termo coloquial e informal.
ALICATE — Trata-se de uma ferramenta própria para segurar, prender ou cortar certos objetos. É composta de duas barras de ferro ou de aço que se cruzam, presas por um eixo sobre o qual se movem e terminam em pontas chatas ou recurvadas. Há os alicates mais fortes e mais complexos, como os de pressão, para a realização de trabalhos hidráulicos e mecânicos, os mais comuns, geralmente utilizados por eletricistas para cortar fios, e os mais simples, usados por manicures para cortar cutículas. A palavra alicate aparece em diversos contextos literários, desde a poesia contemporânea, na qual funciona como metáfora de intervenção e precisão, até em contos e literatura infantil, nos quais associada ao trabalho manual e à memória.
ALICERCE — Substantivo derivado do árabe “al-isas”. Chegou ao português derivado do espanhol “alicez”. A utilização do vocábulo na Península Ibérica reflete a influência árabe naquela região. Na construção civil, é o maciço de alvenaria enterrado, o qual serve de base para as paredes do edifício. Não se atribui a invenção do alicerce a uma única pessoa. O desenvolvimento do conceito foi um processo natural, começando com estruturas simples na pré-história para sustentar abrigos. A técnica evoluiu ao longo dos tempos. No sentido figurado, é a base, o fundamento para uma tese, uma ideia. Como, por exemplo: “Alicerçou o trabalho apresentado em projetos que empreendera no passado”.
ALIENAÇÃO — Ato ou efeito de alienar-se. Nas relações comerciais e imobiliárias, cessão de bens. Na psiquiatria tem-se a alienação mental, um estado grave de comprometimento psicológico, caracterizado pela incapacidade de entender a realidade, tomar decisões e se autogerir. Isso incapacita o indivíduo. Por extensão, falta de consciência dos problemas pessoais e sociais. Os sintomas de alienação mental incluem delírios, alucinações, desorientação, pensamento e comportamento desorganizados, além de dificuldades cognitivas como perda de memória, raciocínio e concentração. A pessoa também pode apresentar alterações significativas de humor e dificuldades em realizar tarefas cotidianas e se comunicar.
ALINHAMENTO — Ato ou efeito de alinhar. Por extensão, fileira. Direção do eixo de uma estrada, canal, rua, etc. Na tipografia, é disposição correta das letras sobre a reta ideal (linha) que passa pela sua base. Ainda na tipografia, a disposição das linhas de um texto de forma que estas comecem ou terminem numa reta imaginária vertical. Nos veículos, é o ajuste que se dá aos ângulos das rodas para que fiquem paralelas entre si e perpendiculares ao solo. Na astronomia, refere-se ao processo em que vários corpos celestes (lua, planetas, etc) parecem estar muito juntos no céu (superconjução). No urbanismo, é a linha oficial traçada pelo órgão público, a qual limita o lote em relação ao logradouro.
ALÍQUOTA — No Direito Tributário, é o percentual ou valor fixo aplicado para o cálculo do valor de um tributo. A alíquota será um percentual quando a base de cálculo for um valor econômico (real, dólar, etc.). Será um valor fixo quando a base de cálculo for uma unidade não monetária (litros, galões, metros cúbicos, etc.). A alíquota é um dos elementos da regra matriz de incidência tributária, mais especificamente do critério quantitativo. Assim, exige-se que o valor ou percentual dela seja estabelecido em lei para que se atenda ao princípio da legalidade tributária. Em relação ao IPTU, por exemplo, a alíquota para a cobrança é geralmente de 1% sobre o valor de mercado do imóvel.
ALJAVA — Substantivo derivado do árabe “al-ja´abá”. Trata-se um estojo ou bolsa usado historicamente para carregar e guardar flechas. Pode ser transportada nas costas, no ombro ou na cintura. É um equipamento essencial para arqueiros e besteiros. É feita de diversos materiais, especialmente o couro. Possui uma alça ajustável para conforto e mobilidade. Existem aljavas modernas projetadas para a arquearia esportiva. Ela tem compartimentos para acessórios, tubos para organizar as flechas e diferentes formatos. No filme “Jogos Vorazes”, a atriz Jennifer Lawrence leva uma aljava nas costas. No significado metafórico, a expressão “encher a aljava de filhos” está no Salmo 127:5 da Bíblia.
ALMA — Princípio de vida. Na filosofia, é a entidade a que se atribuem, por necessidade de um princípio de unificação, as características essenciais à vida. Isso vai do nível orgânico às manifestações mais diferenciadas da sensibilidade. Também é princípio espiritual do homem concebido como separável do corpo, sendo por isso mesmo imortal. É também o conjunto das funções psíquicas e dos estados de consciência do ser humano que lhe determina o comportamento, embora não tenha realidade física ou material. Por extensão, espírito. Entre os filósofos, o Platão via a alma como imortal, racional e aprisionada no corpo, enquanto o Aristóteles a definia como a forma ou princípio vital que dá vida ao corpo. O Sócrates também focava na alma como a essência da consciência e da moralidade humana.
ALMANAQUE — Publicação que, além de um calendário completo, contém matéria recreativa, humorística, científica, literária e informativa. Almanaque astronômico é o livro ou tábua que contém dados para um determinado ano. É também chamado de anuário astronômico. Almanaque náutico é o livro que fornece dados astronômicos anuais sobre o Sol, a Lua, os planetas e as estrelas de navegação. “De almabaque” é uma locução usada para indicar cultura, saber, conhecimento, etc: “O que o professor diz nas suas aulas é mesmo de almanaque”. No Brasil despontaram diversos almanaques, com destaque para o “Biotônico Fontoura”, publicação da década de 1940, que tinha ilustrações do Monteiro Lobato.
ALMOFADINHA — Pregadeira de alfinetes ou agulhas. Pode ser também um saquinho com substâncias aromáticas para perfumar roupas. Também é a rodilha que os carregadores colocam na cabeça para protegê-la do fardo. No brasileirismo, é o homem que se veste com excessivo apuro. Nesse caso, o mesmo que casquilho, janota. Como escreveu o autor paulista Antônio Alcântara Machado na obra “Cavaquinho e Saxofone”: “Em frente dele (o prédio) há sempre almofadinhas de várias idades que tomam sol a fio só para dizerem piadas às moças que passam desacompanhadas”. O termo é frequentemente usado em novelas para descrever personagens vaidosos.
ALMOTOLIA — Vaso um recipiente, geralmente de plástico ou metal. Tem bico fino e alongado. É usado para aplicar líquidos de forma controlada, especialmente lubrificantes em máquinas, álcool e antissépticos em ambientes médico-hospitalares ou até mesmo em tatuagens. É essencial para dosar e direcionar produtos como óleos e outros fluidos em locais específicos. Há versões de bico reto ou curvo. Por extensão, aparelho de lubrificação de pequenas máquinas. Como escreveu o autor mineiro Oto Lara Rezende na obra “O Retrato Na Gaveta”: “Juntava chaves inúteis, cadeados emperrados que eu lubrificava com a pequena almotolia da máquina de costura”.
ALMOXARIFE — Substantivo masculino derivado do árabe “al-muxrif”. Na antiguidade, era o oficial que tinha a seu cargo a cobrança de rendas reais. Ainda na antiguidade, era literalmente o tesoureiro, o administrador da casa real. Modernamente, é aquele que, nos estabelecimentos públicos ou privados, responsabiliza-se pelo almoxarifado, o depósito de bens e matérias-primas que vão sendo liberados quando regularmente requisitados. Não é obrigatório o curso superior para exercer a função almoxarife, mas as empresas cobram dos interessados cursos técnicos em logística, gestão de estoque ou qualificação profissional específica.
ALMUADEM — Substantivo derivado do árabe “al-muadhan”. Mouro que anuncia em voz alta do alto das torres da mesquita (igreja) a hora das cinco preces diárias. O chamamento consiste em proferir a frase “Allah hu Akbar” (“Alá é grande”), seguida da “chahada”, a "profissão de fé” islâmica, através da qual se atesta que “não há outro Deus para além de Alá — e Muhammad é o seu profeta”. Esse chamamento é entoado de forma melodiosa, sendo necessário que as palavras sejam bem pronunciadas. Como escreveu o autor português Alexandre Herculano na obra “Lendas e Narrativas”: “Os coruchéus das mesquitas convertiam-se em campanários sés. E a voz do almuadem trocava-se por toada de sinos, que chamavam à oração entendida por deus”.
ALOCROÍSMO — Substantivo masculino. Que apresenta mudança de cor. Na história natural e química, descreve a mudança de cor numa mesma substância, gerando variantes a partir da cor original. Geralmente, isso se deve a fatores ambientais ou alterações químicas. O termo vem do grego “állos” (outro) + “khróa” (cor) + “ismo”. O alocroísmo pode ser visto em minerais, plantas ou outros materiais naturais que mudam de tonalidade com o tempo ou exposição. Exemplo: um mineral que originalmente é verde-claro e, com a oxidação, se torna verde-escuro ou azulado. Ou as folhas de uma planta que mudam de verde para amarelo ou vermelho no outono.