cheque-sem-fundo1Economia Vs. Cheques

24/11/2016 — As devoluções de cheques por falta de fundos atingiram 2,5% do total de documentos compensados em outubro, segundo o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos. Esse foi o nível mais elevado para o mês de outubro e o terceiro maior da série histórica iniciada há 25 anos. O índice ficou abaixo apenas do registrado em março deste ano (2,66%) e em novembro do ano passado (2,61%). No total, foram devolvidos 1.204.402 cheques entre os 47.802.370 documentos compensados. Em setembro, 2,19% das emissões eram de correntistas que não fizeram a provisão dos recursos. No mesmo mês do ano passado, o percentual chegou a 2,2%.

De janeiro a outubro deste ano, as devoluções atingiram a média de 2,36%. O pior quadro de inadimplência foi verificado no Amapá com taxa de 16,98%. No sentido oposto, São Paulo apresentou o menor índice (1,8%). Na análise dos economistas da Serasa Experian, esse resultado é consequência da recessão econômica que tem mantido em alta o desemprego, das taxas de juros e ainda da “perda do poder de compra da população por causa da inflação ainda em patamar elevado”. No acumulado do ano, o Nordeste foi a região que registrou a maior taxa (4,63%) e o Sudeste a menor (1,94%). No Norte, o índice chegou a 4,44%; no Centro-Oeste, 2,04%; e no Sul, 2,04%. A Serasa é uma empresa de consultoria que presta serviços a empresas na área de controle fiscalização do crédito.

Juros Do Cheque Especial Bateram Recorde
23/11/2016 — A taxa de juros do cheque especial continuou em trajetória de alta em outubro. De acordo com dados do Banco Central, a taxa do cheque especial subiu 4% de setembro para outubro e chegou ao novo recorde de 328,9% ao ano. Essa é a maior taxa da série histórica iniciada em julho de 1994. Neste ano, a taxa do cheque especial já subiu 41,9% em relação a dezembro de 2015, quando estava em 287% ao ano. Depois de três mês seguidos em alta, a taxa do rotativo do cartão de crédito caiu 3,9% e ficou em 475,8% ao ano. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. Essas duas taxas são as mais caras na pesquisa do BC. Elas estão bem distantes dos juros médios do crédito para pessoa física, que ficaram em 73,7% ao ano, em outubro, com alta de 0,5% em relação a setembro.


 

 


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