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Vendas do comércio crescem 1,2% em fevereiro, maior alta para o mês desde 2010

comercio1Pesquisa Mensal de Comércio

12/04/2016 — Fevereiro surpreendeu e foi um mês de bom desempenho do varejo na comparação com janeiro. As vendas registraram alta de 1,2%, a melhor taxa para o mês desde 2010 (2,7%), segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio, divulgados pelo IBGE. O resultado também foi o melhor na passagem de um mês para o outro desde julho de 2013 (3%). O bom desempenho mensal, no entanto, ainda não permitiu que setor recuperasse as perdas acumuladas nos últimos anos. Frente a fevereiro de 2015, o volume de vendas caiu 4,2%. Foi a pior taxa para o mês desde o início da série histórica, em 2001.

Foi a décima primeira vez seguida de variação negativa nessa comparação, mas a taxa foi menos acentuada do que em janeiro (-10,3%) e a menor em seis meses. Em 12 meses, o volume de vendas acumula perda de 5,3%. No ano, a queda é de 7,6%. Já a receita das vendas do comércio ficou no campo positivo em todas as comparações. De janeiro para fevereiro cresceu 1,3%. Em relação mesmo mês do ano passado, a alta foi de 7,3%, enquanto no acumulado em 12 meses, o crescimento foi de 3%. No ano, a expansão da receita é de 3,9%. O varejo ampliado — que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção — cresceu 1,8% no volume de vendas na passagem de janeiro para fevereiro.

A receita nominal também subiu (2,9%). Frente ao mesmo mês do ano passado, as vendas caíram 5,6%, enquanto a receita cresceu 3,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, as perdas foram de 9,1% e 1,8%, respectivamente. Em 2016, o recuo no volume foi de 10,1%. Já na receita foi de 1,3%. De acordo com o IBGE, o resultado negativo no volume de vendas do varejo na comparação anual se deve a fatores como a evolução dos preços, que em alguns casos, como no de combustíveis (15,9%), ficaram acima do índice geral do IPCA, que acumulou 10,4% em 12 meses até fevereiro. A restrição ao crédito e a alta das taxas de juros às pessoas físicas também contribuíram negativamente, juntamente com a redução da renda e do número de trabalhadores com carteira assinada. No caso do comércio ampliado, o IBGE menciona também a redução da atividade econômica.

Na série com ajuste sazonal, que mede a variação de um mês para o outro, o varejo cresceu em quatro das oito atividades acompanhadas pelo IBGE. O maior impacto veio dos móveis e eletrodomésticos, que cresceu 5%, após a perda acumulada de 13,2% em dezembro e janeiro. Em seguida aparece o setor dos hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com expansão de 0,8%, após três quedas seguidas, que levaram uma baixa de 3,7%. Combustíveis e lubrificantes (0,6%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,3%) também tiveram variação positiva. Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados registraram perda de 2,8%.Os livros, jornais, revistas e papelaria encolheram 2,4%, enquanto os equipamentos e material para escritório, informática e comunicação caíram 1,3% e outros artigos de uso pessoal e doméstico recuaram 0,1% frente a janeiro.



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