compras-supermercados1Economia & Vendas No Varejo

15/08/2017 — O varejo brasileiro mostrou forte alta em junho, acima do esperado. Foi influenciada sobretudo pelo avanço das vendas de bens duráveis, marcando o terceiro mês seguido de alta em meio a queda dos juros e inflação baixa. As vendas no varejo subiram 1,2% em junho sobre o mês anterior e 3% na comparação com o mesmo período de 2016, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta terça-feira(15). Com isso, o setor fechou o segundo trimestre de 2017 com alta de 2,5% sobre igual período de 2016, o melhor trimestre em três anos.

O resultado veio muito acima das estimativas dos analistas de mercado, que estimavam uma alta de 0,40%, na comparação com maio, e 1,90%, na comparaçao anual. De acordo com o relatório do IBGE, foi o crescimento mais consistente desde 2014. Não tinha se visto desde então três meses seguidos de alta na margem. Esse desempenho é decorrente da queda nos juros, que está beneficiando a venda de bens duráveis. Desde outubro passado o Banco Central vem reduzindo a taxa básica de juros, atualmente em 9,25%, e já sinalizou que vai continuar com o movimento de queda. Juros mais baixos barateiam o crédito, ajudando a estimular o consumo, num momento em que a inflação está baixa.

De acordo com a pesquisa, seis dos oito principais segmentos cresceram em junho, na comparação mensal, com destaque para “móveis e eletrodomésticos” (+ 2,2%), Tecidos, vestuário e calçados (+ 5,4%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+ 2,7%). O varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, teve forte alta nas vendas. De 2,5% em junho sobre maio, segundo o IBGE. Mas o desempenho ainda está 8,2% abaixo do pico histórico de novembro de 2014. Por isso, o órgão de pesquisa ressalta que ainda há muito o que recuperar ainda. Isso está associado à queda dos juros, ao movimento da inflação e a outros fatores econômicos.

O Desempenho De Maio
15/07/2017 — O varejo brasileiro registrou queda inesperada em maio, com fortes perdas nas vendas de vestuário e calçados, sinal de dificuldade de recuperação consistente da atividade econômica em meio ao cenário de fortes incertezas políticas. As vendas no varejo registaram queda de 0,1% em maio sobre o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta quarta-feira (10). Em relação ao mesmo período do ano anterior, o resultado também ficou bem abaixo do esperado ao subir 2,4%, contra projeção de aumento de 3,2%. As vendas do setor de tecidos, vestuário e calçados foram as que mais sofreram no mês, com queda de 7,8%, depois de avanço de 4,6%.

Caíram também as vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (- 4,5%); Eeuipamentos e material para escritório, informática e comunicação (- 2,8%; e outros artigos de uso pessoal e doméstico (- 0,1%). Por outro lado, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que têm peso importante no consumo das famílias, registraram alta de 1,4%, segundo mês seguido de resultado positivo. Já o varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, teve queda nas vendas de 0,7% sobre abril, segundo o IBGE. Se, por um lado, a inflação em níveis historicamente baixos favorece o consumo, por outro, o país sofre com forte crise política que vem abalando a confiança desde meados de maio. O temor dos agentes econômicos é de que o andamento das reformas, consideradas essenciais para colocar as contas públicas em ordem, seja cada vez mais afetado no Congresso Nacional.



© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados