Depósitos Vs. Retiradas

05/01/2017 — De acordo com relatório divulgado pelo Banco Central, os depósitos na caderneta de poupança, em 2017, superaram as retiradas em R$ 17,1 bilhões. O resultado aponta uma mudança de tendência em relação aos dois anos anteriores, que tiveram saques superiores aos depósitos. Esse foi o melhor desempenho em três anos. No ano passado, os depósitos totalizaram R$ 2,085 trilhões e os saques R$ 2,068 trilhões. Com a entrada líquida de recursos na poupança, ou seja, com os depósitos superando os saques, no final de 2017 o estoque dos valores depositados teve aumento. O volume total aplicado passou de R$ 664,99 bilhões, em 2016, para R$ 724,60 bilhões, em 2017. Essa melhoria na caderneta de poupança ocorre na esteira da gradual recuperação da economia, após dois anos de profunda recessão.

13.º Salário + Poupança

06/12/2017 — Impulsionada pelo pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário, a caderneta de poupança fechou o mês de novembro com captação líquida de R$ 3,9 bilhões. O valor reflete o montante depositado nas cadernetas no período, além do total que foi sacado. Com o resultado, a poupança voltou a apresentar resultado positivo, após um saldo negativo de R$ 2,0 bilhões em outubro. O desempenho foi o melhor para meses de novembro desde 2013, quando houve depósitos líquidos de R$ 6,3 bilhões. No mesmo mês do ano passado, os depósitos líquidos somaram R$ 1,9 bilhão. De acordo com o Banco Central, o total de aplicações em novembro foi de R$ 175,8 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 171,9 bilhões.

No acumulado de 2017 até novembro, a poupança registra saques líquidos de R$ 2,2 bilhões. Em todo o ano passado, em meio à crise, R$ 40,702 bilhões líquidos saíram da poupança. Os últimos dias úteis de novembro, quando geralmente o volume de depósitos sobe em função do pagamento de salários, receberam ainda o reforço do pagamento da primeira parcela do décimo terceiro. Apenas no dia 30, R$ 6,2 bilhões  foram depositados. Juntos, os dias 28, 29 e 30 foram responsáveis por R$ 7,5 bilhões em depósitos, já descontados os saques. Em 2015 e 2016, a crise econômica havia acirrado os saques, com as famílias mais retirando do que colocando recursos. Em 2017, o fenômeno voltou a ocorrer entre janeiro e  abril. De maio a setembro, no entanto, houve captação líquida positiva. Depois, em outubro, os saques novamente superaram os depósitos.

De acordo com o Banco Central, o total de aplicações em novembro foi de R$ 175,8 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 171,9 bilhões. O estoque do investimento está em R$ 702,3 bilhões, já considerando os rendimentos de R$ 3,1 bilhões de novembro. No acumulado de 2017, até novembro, a poupança registra saques líquidos de R$ 2,2 bilhões. Em todo o ano passado, em meio à crise, R$ 40,702 bilhões líquidos saíram da aplicação. Além da influência da crise econômica, a poupança vinha perdendo espaço para outros investimentos nos últimos anos. Esses investimentos estavam sendo mais atrativos. A remuneração da poupança era formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial. Esse cálculo vale para quando a taxa básica de juros está acima de 8,5% ao ano. Como a SELIC baixou para 7,50%, a remuneração da poupança passou a contar com a TR + 70% da taxa básica.


O Desempenho Em 2016
05/01/2017 — A queda da renda e a perda de atratividade perante outras aplicações fizeram a caderneta de poupança registrar retirada líquida de recursos pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, os brasileiros sacaram R$ 40,7 bilhões a mais do que depositaram na poupança, segundo dados divulgados pelo Banco Central. A retirada líquida foi menor que a registrada em 2015, quando os saques haviam superado os depósitos em R$ 53,6 bilhões.

Com a crise econômica e o aumento do desemprego, desde o ano retrasado, os brasileiros passaram a retirar dinheiro da poupança para quitar dívidas e pagar contas. Apesar da retirada no acumulado do ano, os dois últimos meses de 2016 indicaram recuperação da poupança. Os depósitos superaram os saques em R$ 1,9 bilhão, em novembro, e, em dezembro, R$ 10,7 bilhões. O motivo foi pagamento da segunda parcela do décimo terceiro, que aumentou o volume de recursos disponível para o investimento. A captação líquida no último mês do ano foi a segunda maior registrada para o mês, perdendo apenas para o dezembro de 2013 (R$ 11,2 bilhões).

A melhoria da rentabilidade e a queda da inflação ajudam a explicar a redução na fuga de recursos da poupança nos últimos meses do ano. No ano passado, a caderneta rendeu 8,3%. Até novembro, a inflação em 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo estava em 6,98%. Em 2015, a aplicação tinha rendido 8,07%, mas o IPCA tinha fechado o ano em 10,67%. Mesmo rendendo um pouco mais e com isenção de Imposto de Renda, a caderneta de poupança continua com rendimento inferior a outras aplicações. De acordo com levantamento recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, os fundos de renda fixa com taxa de administração de até 2,5% são mais rentáveis que a poupança para aplicações de um a dois anos.

CADERNETAS DE POUPANÇA — Foram concebidas pelo imperador Dom Pedro II em 1861 com o decreto que instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. Tinha na época o objetivo único de remunerar depósitos com juros de 6% ao ano com a garantia do governo imperial. Essa modalidade de investimento era destinada às pessoas de baixa renda e permitia depósitos de até 50 mil réis. Em 1874, o rendimento da caderneta de poupança foi alterado através de um novo decreto. Pela nova norma, ficou estabelecido que as taxas de juros remuneratórios nunca seriam superiores a 6% ao ano e que seus valores seriam fixados anualmente pelo governo imperial.

Em 2012, a legislação brasileira determinou que os depósitos na caderneta de poupança realizados até 3 de maio daquele ano continuassem recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês (além da remuneração básica). Os depósitos realizados a partir de 4 de maio de 2012 (a então nova poupança), passaram a receber remuneração adicional variável de acordo com a meta estabelecida pelo Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mais conhecido como Taxa Selic. Com essas alterações, a rentabilidade adicional da caderneta de poupança passou a ficar sujeita às variações da referida taxa, mas mantendo-se limitada a 0,5% ao mês durante períodos de altas taxas de juros. Por isso, segundo os economistas, quanto menor for a Selic melhor será o investimento na caderneta de poupança.


 

 


© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados