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A poupança perdeu recursos em março, mas o resultado foi o melhor em três anos

poupanca1Saques Vs. Depósitos

07/04/2017 — Os saques na Caderneta de Poupança superaram os depósitos pelo terceiro mês seguido. Em março, a retirada líquida (descontados os depósitos) foi de R$ 4,9 bilhões, informou nesta o Banco Central. A perda de recursos foi a menor para o mês de março em três anos. No mesmo mês de 2015, a retirada líquida foi de R$ 11,4 bilhões e em março 2016, de R$ 5,4 bilhões. Nos três primeiros meses de 2017, a caderneta de poupança registrou retiradas líquidas de R$ 17,4 bilhões, perda de recursos menor que os R$ 24,0 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. Um dos fatores que contribuíram para os saques foi a perda da rentabilidade relação a outras aplicações. Nos 12 meses terminados em março, a poupança rendeu 8,27%, contra 13,88% do Certificado de Depósito Interbancário.

Desempenho Em Fevereiro
07/03/2017 — A Caderneta de Poupança continuou perdendo recursos em fevereiro de 2017, mas num volume bem menor que o registrados no mês nos últimos dois anos. Segundo o Banco Central, as retiradas superaram os depósitos em R$ 1,7 bilhão no segundo mês do ano. Em fevereiro de 2015 e de 2016, a mais tradicional modalidade de investimentos do país havia perdido, respectivamente, R$ 6,3 bilhões e R$ 6,6 bilhões. O resultado do mês passado foi o melhor, para meses de fevereiro, desde 2014, quando foi regristrado o ingresso de R$ 1,8 bilhão. No acumulado do primeiro bimestre de 2017, registrou-se a perda de R$ 12,4 bilhões. Em igual período do ano passado, a retirada foi de R$ 18,67 bilhões.

Desempenho Em Janeiro
06/02/2017 — Os saques na poupança superaram os depósitos em R$ 10,7 bilhões em janeiro, o pior saldo negativo mensal em um ano, segundo informações divulgadas pelo Banco Central. Em janeiro de 2016, o déficit havia sido de R$ 12,1 bilhões. Com o resultado deste mês, o saldo total da poupança é de R$ 658,6 bilhões. Em todo o ano de 2016, o saldo líquido da poupança ficou negativo em R$ 40,7 bilhões em 2016, o segundo pior resultado da série histórica iniciada em 1995, superado apenas pelo rombo de R$ 53,6 bilhões registrado em 2015. O rendimento das aplicações no mês de janeiro somou R$ 4,3 bilhões. A remuneração da poupança é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial. Esse cálculo vale para quando a taxa básica de juros (Selic) está acima de 8,5% ao ano. Atualmente está em 13%.

poupana-cofre2Poupança
SALDO TOTAL: 658,6 bilhões
SALDO LÍQUIDO: 40,7 bilhões (negativos)
RENDIMENTO 01/17: 4,3bilhões

O Desempenho Em 2016
05/01/2017 — A queda da renda e a perda de atratividade perante outras aplicações fizeram a caderneta de poupança registrar retirada líquida de recursos pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, os brasileiros sacaram R$ 40,7 bilhões a mais do que depositaram na poupança, segundo dados divulgados pelo Banco Central. A retirada líquida foi menor que a registrada em 2015, quando os saques haviam superado os depósitos em R$ 53,6 bilhões. Com a crise econômica e o aumento do desemprego, desde o ano retrasado, os brasileiros passaram a retirar dinheiro da poupança para quitar dívidas e pagar contas.

Apesar da retirada no acumulado do ano, os dois últimos meses de 2016 indicaram recuperação da poupança. Os depósitos superaram os saques em R$ 1,9 bilhão, em novembro, e, em dezembro, R$ 10,7 bilhões. O motivo foi pagamento da segunda parcela do décimo terceiro, que aumentou o volume de recursos disponível para o investimento. A captação líquida no último mês do ano foi a segunda maior registrada para o mês, perdendo apenas para o dezembro de 2013 (R$ 11,2 bilhões). A melhoria da rentabilidade e a queda da inflação ajudam a explicar a redução na fuga de recursos da poupança nos últimos meses do ano.

No ano passado, a caderneta rendeu 8,3%. Até novembro, a inflação em 12 meses medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo estava em 6,98%. Em 2015, a aplicação tinha rendido 8,07%, mas o IPCA tinha fechado o ano em 10,67%. Mesmo rendendo um pouco mais e com isenção de Imposto de Renda, a caderneta de poupança continua com rendimento inferior a outras aplicações. De acordo com levantamento recente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade, os fundos de renda fixa com taxa de administração de até 2,5% são mais rentáveis que a poupança para aplicações de um a dois anos.

CADERNETAS DE POUPANÇA — Foram concebidas pelo imperador Dom Pedro II em 1861 com o decreto que instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. Tinha na época o objetivo único de remunerar depósitos com juros de 6% ao ano com a garantia do governo imperial. Essa modalidade de investimento era destinada às pessoas de baixa renda e permitia depósitos de até 50 mil réis. Em 1874, o rendimento da caderneta de poupança foi alterado através de um novo decreto. Pela nova norma, ficou estabelecido que as taxas de juros remuneratórios nunca seriam superiores a 6% ao ano e que seus valores seriam fixados anualmente pelo governo imperial.

Em 2012, a legislação brasileira determinou que os depósitos na caderneta de poupança realizados até 3 de maio daquele ano continuassem recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês (além da remuneração básica). Os depósitos realizados a partir de 4 de maio de 2012 (a então nova poupança), passaram a receber remuneração adicional variável de acordo com a meta estabelecida pelo Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mais conhecido como Taxa Selic. Com essas alterações, a rentabilidade adicional da caderneta de poupança passou a ficar sujeita às variações da referida taxa, mas mantendo-se limitada a 0,5% ao mês durante períodos de altas taxas de juros. Por isso, segundo os economistas, quanto menor for a Selic melhor será o investimento na caderneta de poupança.



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