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A vilã do IPCA — a inflação oficial — em maio foi a energia elétrica

ipca info_0217Inflação Oficial = IPCA

11/06/2017 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do mês de maio subiu 0,31%. Mais do que dobrou quando comparado ao índice de abril (0,14%). Apesar da alta de um mês para o outro, esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007 (0,28%). Com isso, o resultado do ano foi para 1,42%, percentual bem inferior aos 4,05% registrados em igual período de 2016 e o menor acumulado até maio desde o ano 2000 (1,41%). Considerando os últimos 12 meses, o índice desceu para 3,60%, enquanto havia registrado 4,08% no mês anterior, constituindo-se na menor taxa em 12 meses desde maio de 2007 (3,18%). Em maio de 2016, o IPCA situou-se em 0,78%.

lampaga-apagao f1Sem o desconto que incidiu em abril, as contas de energia elétrica aumentaram 8,98%, liderando o ranking das principais contribuições do mês. Responsável pela significativa parcela de 3,3% da despesa das famílias, a energia elétrica foi responsável pela alta do IPCA do mês passado. Por causa da energia, o grupo “habitação” ficou com o mais elevado resultado (2,14%), além da maior contribuição (0,32%), dominando o índice do mês e praticamente anulando o sobe-e-desce dos demais grupos de produtos e serviços. Ainda nas despesas com habitação, destacam-se, também, os itens “condomínio” (0,75%) e “taxa de água e esgoto” (0,50%).

Além de habitação, os grupos com variações positivas situaram-se entre 0,08%, da “educação”, e 0,98%, do “vestuário”. Os remédios (0,82%), do grupo “saúde e cuidados pessoais” (0,62%), também merecem destaque. Refletiram parte do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo. Considerando o acumulado no ano, os remédios, que dominam 3,48% das despesas das famílias, estão 3,92% mais caros. Entre os três grupos de produtos e serviços que apresentaram queda, “transportes” (- 0,42%) foi o que mais caiu. Isso, por influência das passagens aéreas, 11,81% mais baratas do que em abril, configurando intensa contribuição negativa no índice do mês. Além disso, o preço do automóvel novo teve queda de 0,85% e o litro do etanol passou a custar 2,17% menos. Por outro lado, o preço do litro da gasolina subiu 0,33%, por influência.

No grupo “alimentação e bebidas”, que responde por um quarto das despesas das famílias, a queda de 0,35% foi puxada pelos alimentos para consumo em casa (- 0,56%), enquanto a alimentação fora ficou em 0,06%. Das 13 regiões pesquisadas, à exceção do Rio de Janeiro, onde os alimentos para consumo em casa tiveram variação de 0,19%, nas demais áreas houve queda, entre - 0,21% (Recife) e - 1,72% (Fortaleza). O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980. Abrange as famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa é feita em dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 31 de maio de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 28 de abril de 2017 (base).



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