Inflação   Março    Acumulado
2018 marco info

11/04/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de março variou 0,09%, bem abaixo do resultado de fevereiro (0,32%). O acumulado soma 0,70%. Tanto a variação mensal quanto o acumulado de 2018 representam o menor nível para um mês de março desde a implantação do Plano Real. O acumulado dos últimos doze meses caiu para 2,68%, depois de registrar 2,84% nos doze meses imediatamente anteriores. Em março de 2017, o IPCA havia atingido 0,25%. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o de “transportes” (-0,25%) e “comunicação” (-0,33%) apresentaram deflação em março. Já os demais grupos vieram com alta variando de 0,05% a 0,48%. O impacto do grupo “alimentação e bebidas” foi de 0,07%. O maior impacto veio do grupo “Saúde”, com destaque para os reajustes dos planos particulares.

No grupo dos “transportes”, a deflação foi de 0,25%. Os combustíveis apresentaram queda (-0,04%), com destaque para a gasolina (-0,19%). A queda de 0,33% no grupo “comunicação” foi motivada pela redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro. No lado das altas, o maior impacto individual veio das frutas, do grupo “alimentação e bebidas”, que, após cair 0,33% em fevereiro, teve alta (0,07%) em março. Apesar da aceleração no preço das frutas, o grupamento dos alimentos para consumo no domicílio registrou deflação em março (-0,18%), menos intensa do que a de fevereiro (-0,61%). Os destaques nas quedas foram as carnes (-1,18%), o tomate (-5,31%) e o frango inteiro (-2,85%). Já a alimentação fora de casa acelerou de fevereiro (0,18%) para março (0,52%).  No grupo “habitação”, a alta de 0,19% foi impulsionada pelo aumento das tarifas da energia elétrica.

ipca2017

10/01/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de dezembro foi de 0,44%, ficando 0,16% acima do resultado de novembro (0,28%). Essa foi a maior variação mensal de 2017. Em 2016, o IPCA do mês atingiu 0,30%. Assim, o índice acumulado em 2017 foi 2,95%. Ficou 3,34% abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%). O aumento da inflação de dezembro em relação a novembro sofreu a influência dos grupos “alimentação e bebidas” e “transportes”. O primeiro subiu 0,54%. O segundo, 1,23%. Nos alimentos, a pressão veio, principalmente, das carnes, das frutas e do pão francês. Nos transportes, os itens que mais subiram foram as passagens aéreas e a gasolina. Os dados do IPCA foram publicados pelo IBGE.

No grupo dos alimentos, após sete meses consecutivos de variação negativa, a mudança de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro deveu-se à alimentação consumida em casa, que passou de -0,72% para 0,42%. Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%). A alimentação consumida fora de casa também acelerou de novembro para dezembro, com os preços subindo, em média, 0,74%.

Os principais impactos individuais no índice do mês, ambos de 0,09%, foram exercidos pelas passagens aéreas, com alta de 22,28%, e pela gasolina, cujo preço do litro ficou, em média, 2,26% mais caro. Juntos, com impacto de 0,18%, eses dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro. Eles também foram os principais responsáveis para que o grupo “transportes” (1,23%) apresentasse a maior alta no mês, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol. Na gasolina, observa-se que o aumento é reflexo dos reajustes concedidos durante o período de coleta do índice, que montam de 2,05%. No grupo “vestuário” (0,84%), os destaques ficaram com os itens “roupa masculina” (1,27%), “roupa infantil” (1,05%), “roupa feminina” (0,71%) e “calçados” (0,69%). Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas: plano de saúde (1,06%), empregado doméstico (0,52%) e eletrodomésticos (0,36%).

inflacao2a IPCA 2017
JANEIRO       0,38%
FEVEREIRO       0,33%
MARÇO       0,25%
ABRIL       0,14%
MAIO       0,31%
JUNHO       -0,23%
JULHO       0,24%
AGOSTO       0,19%
SETEMBRO       0,16%
OUTUBRO       0,42%
NOVEMBRO       0,28%
DEZEMBRO       0,44%

 

 


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