transportesSetor de Serviços

17/07/2018 — Em maio, o volume de serviços no Brasil caiu 3,8% frente a abril, na série com ajuste sazonal. Foi o resultado negativo mais intenso da série histórica iniciada em janeiro de 2011, fortemente influenciado pela greve dos caminhoneiros, ocorrida nos últimos dez dias do mês em referência. Em relação a maio de 2017 (série sem ajuste sazonal), o volume de serviços recuou no mesmo percentual, a maior queda desde abril de 2017 (-5,7%). Com isso, o acumulado do ano até maio (-1,3%) mostrou recuo mais intenso do que o primeiro quadrimestre de 2018 (-0,7%). Já o acumulado nos últimos doze meses foi de -1,6%, contra -1,4% em abril de 2018, interrompendo uma trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-5,1%).

O recuo do volume de serviços foi acompanhado pelas cinco atividades investigadas, com destaque para o setor de “transportes, serviços auxiliares e correio”, que apontou a retração mais intensa (-9,5%) da série histórica iniciada em janeiro de 2011. O sub-setor de “transporte terrestre” também alcançou a taxa negativa mais baixa da série (-15,0%). Os demais resultados negativos vieram dos segmentos dos “serviços profissionais, administrativos e complementares(-1,3%), de “outros serviços(-2,7%), dos “serviços de informação e comunicação(-0,4%) e dos “serviços prestados às famílias” (-0,3%). Os números fazem parte da pesquisa mensal publicada pelo IBGE. Não obstante esse resultado no quesito “atividade”, o setor de serviços foi, em maio de 2018, o segundo maior criador de empregos formais, com 18.577 novas vagas. Perdeu apenas para o setor da agropecuária, que fechou o mês com 29.302 novas vagas.

JANEIRO         FEVEREIRO         MARÇO         ABRIL         MAIO
- 1,9%         + 0,1%         - 0,2%         + 1,0%         -3,8%
                                         

Dezembro 2017
17/02/2018 — Em dezembro de 2017, o setor de serviços cresceu 1,3% em relação a novembro, após subir 1,0% em novembro e recuar 0,5% em outubro. Em relação a dezembro de 2016, o volume de serviços cresceu 0,5%, interrompendo a série de 32 resultados negativos nessa comparação. A taxa acumulada no ano e em 12 meses ficou em -2,8%. Por atividades, houve altas nos segmentos dos “transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio” (2,3%); “serviços profissionais, administrativos e complementares” (0,6%); e “outros serviços” (0,7%), sendo que os dois primeiros segmentos avançaram pelo segundo mês consecutivo, com variações de 0,9% e 0,8%, respectivamente, em novembro.

Já os segmentos de “serviços prestados às famílias” (-0,9%) e “serviços de informação e comunicação” (-0,3%), recuaram frente a novembro, após avanço de 0,9% (ambos os segmentos) sobre outubro. O agregado especial das “atividades turísticas” cresceu 2,8%, após alta de 1,2% em novembro. A receita nominal do setor variou 0,9% em relação a novembro e subiu 5,0% em relação a dezembro de 2016. No acumulado do ano e em 12 meses, a receita cresceu 2,5%. Nos resultados regionais, as maiores altas, em relação a novembro, aconteceram no Estado de Roraima (15,1%), no Estado do Maranhão (5,4%) e no Estado do Espírito Santo (4,6%). As quedas mais intensas foram registradas no Tocantins (-12,7%), no Ceará (-3,4%) e no Mato Grosso (-2,6%). No emprego formal, segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços fechou 16.402 vagas em 2017, no comparativo com 2016.


 

 



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