Juros
05/08/2026 — O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25%. Isso levou a Taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. Esse é o quarto corte consecutivo da taxa. A decisão foi unânime. No comunicado, o comitê afirma que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica na suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego. O Copom afirmou que o cenário externo segue incerto por causa dos conflitos no Oriente Médio e das dúvidas sobre a política monetária de economias avançadas. Segundo o comitê, esse ambiente “exige cautela” por parte de países emergentes. O colegiado também reforçou que as próximas decisões sobre os juros dependerão da evolução do cenário econômico e dos riscos reais para a inflação.
Imóveis
29/07/2026 — O mercado de financiamento imobiliário manteve ritmo de expansão no primeiro semestre de 2026. O volume total de crédito destinado ao setor alcançou R$ 180,9 bilhões, resultado 23% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. A maior parte dos recursos veio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, principal fonte de financiamento para a compra e construção de imóveis voltados às famílias de renda média e alta.
Entre janeiro e junho, essas operações movimentaram R$ 93,7 bilhões, crescimento de 29% na comparação anual. No período, quase 130 mil imóveis, entre novos e usados, foram financiados por meio dessa modalidade. Os empréstimos destinados à construção de empreendimentos apresentaram o maior avanço do semestre. As liberações alcançaram R$ 26,5 bilhões, mais que dobrando em relação ao primeiro semestre de 2025, com crescimento de 107%. Já o crédito voltado à aquisição de imóveis somou R$ 67,2 bilhões, alta de 12% na mesma base de comparação. Nas linhas financiadas com recursos livres dos bancos, os empréstimos totalizaram R$ 9,6 bilhões no primeiro semestre, queda de 8% em relação ao mesmo período de 2025.
Impostos

31/07/2026 — Terminou o prazo de adaptação da reforma tributária do consumo. A partir do dia três de agosto, empresas enquadradas nos regimes de lucro presumido e lucro real passam a ser obrigadas a incluir nas notas fiscais os novos campos com as alíquotas de 0,1% do Imposto sobre Bens e Serviços e 0,9% de Contribuição sobre Bens e Serviços. Sem o destaque das alíquotas-teste dos novos tributos, os documentos fiscais serão automaticamente rejeitados pelos sistemas das secretarias de fazenda estaduais. De acordo com a lei, caso ocorram irregularidades em documentos emitidos, o contribuinte receberá uma notificação prévia com prazo de 60 dias para regularização antes da aplicação de multas. Contudo, a partir de 2027, o cenário de punições tornar-se-á rigoroso. O IBS será recolhido pelos governos estaduais e a CBS pelo Governo Federal.
Frete
15/07/2026 — O plenário do Senado Federal aprovou em votação simbólica o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 1.343/2026. A agora Lei do Frete torna obrigatório o cadastramento das operações de transporte rodoviário de cargas e reforça os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete. O texto endurece as punições a quem contratar transporte rodoviário de cargas por valor abaixo do piso mínimo. Quando caracterizada a reincidência, o infrator ficará sujeito a multa de até R$ 1 milhão. A norma determina que a aplicação da penalidade deve observar critérios de proporcionalidade previstos na lei, como gravidade da infração, extensão do dano e capacidade econômica do autuado.
Música
& Direitos
10/07/2026 — O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais informou o fechamento do primeiro semestre de 2026 com mais de R$ 1 bilhão distribuídos a compositores, artistas, músicos, produtores fonográficos e editoras. O valor representa alta de 16,5% em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e junho, mais de 310 mil titulares receberam pagamentos pela execução pública de suas músicas em shows, rádios, televisões, plataformas digitais e outros ambientes em que repertórios musicais são usados comercialmente. Segundo o ECAD, cerca de 77% do montante distribuído ficaram com titulares nacionais. Os serviços digitais foram o principal motor da distribuição no primeiro semestre. O segmento respondeu por 28% de todo o valor repassado. Depois vieram as emissoras de rádio com 15,9%, os shows e a televisão aberta, ambos com 15,1%.