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Categoria: Últimas Econômicas
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Déficit

04/04/2026 — O setor público brasileiro registrou déficit (prejuízo) primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026. Por setor público entenda-se a União, os estados e os municípios. O déficit do segundo mês do ano foi bem menor do aquele observado no mesmo mês do ano passado, cujo patamar ficou em R$ 19 bilhões. No acumulado do bimestre — janeiro e fevereiro —, o déficit público registra R$ 58,2 bilhões ou 0,41% do Produto Interno Bruto. O principal responsável pelo resultado negativo no bimestre de 2026 foi o Governo Federal, cujas contas ficaram R$ 29,5 bilhões no vermelho. A dívida bruta atingiu R$ 10,1 trilhões ou 79,2% do PIB. O resultado nominal, incluindo os juros da dívida, aponta para R$ 1,090 trilhão ou 8,48% do PIB. O setor público encerrou 2025 com déficit de R$ 8,3 trilhões. O limite imposto para 2026 é de R$ 10,3 trilhões.

Selic

19/03/2026 — O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 0,25%. Assim, de 15% baixou para 14,75% ao ano. Essa é a primeira diminuição da taxa desde maio de 2024. Era mesmo a expectativa da maior parte do mercado financeiro, que projetava exatamente uma redução de 0,25%. O COPOM entendeu que a decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta. Apesar da queda, o Brasil continua com a segunda maior taxa de juro real entre as principais economias do mundo, atrás apenas da Turquia. Com a decisão de agora do Banco Central, o juro real brasileiro calculado pelas consultorias econômicas internacionais ficará na base de 9,51% ao ano, percentual acima do da Rússia e da Argentina, ambas com 9,41%.

Brasil
& Cereais

15/03/2026 — A desempenho de fevereiro de 2026 para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil marcou 344,1 milhões de toneladas, 0,6% menor (dois milhões de toneladas a menos) que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas). O desempenho de fevereiro foi 0,4% maior que o de janeiro (aumento de 1,4 milhão de toneladas). Os dados são do IBGE. A área colhida registrou 82,9 milhões de hectares, aumento de 1,6% (ou 1,3 milhão de hectares) frente a 2025. Em relação janeiro, a área colhida cresceu 0,3% (aumento de 213.075 hectares). A soja, o arroz e o milho são os três principais produtos colhidos em fevereiro. Somados, os três representam 92,8% da produção agrícola brasileira. A soja ficou em primeiro com 173,3 milhões de toneladas.

PIB
& Brasil

05/03/2026 — Em 2025, o Produto Interno Bruto do Brasil cresceu 2,3% frente a 2024. Por setores, a agropecuária (11,7%), os serviços (1,8%) e a indústria (1,4%) avançaram. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025. Já o PIB per capita chegou a R$ 59.687,49, com avanço real de 1,9% frente ao registrado em 2024. A taxa de investimento em 2025 marcou 16,8% do PIB. Em 2024 foram 16,9%. A taxa de poupança, por sua vez, ficou em 14,4% em 2025. Em 2024 ficou em 14,1%. A variação em volume do valor adicionado da agropecuária em 2025 decorre principalmente do crescimento da produção. Na indústria, embora as extrativas tenham crescido 5,6%, as de transformação recuaram -0,2%. Nos serviços, o principal componente do avanço ficou com a área de informação e comunicação (+6,5%).

Salário

02/03/2026 — O IBGE divulgou os valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2025 para o Brasil e unidades da federação, calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. O rendimento para todo Brasil registrou R$ 2.316,00. Variou de R$ 1.219,00 no Maranhão a R$ 4.538,00 no Distrito Federal. Essa divulgação atende os ditames Lei Complementar 143/2013, que estabelece novos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados. Os valores foram obtidos a partir dos rendimentos brutos de trabalho e de outras fontes. O rendimento médio aferido no Estado de São Paulo carimbou R$ 2,956,00. O IBGE ainda não publicou os dados relativos aos municípios. Mas a cidade Franca apareceu com um rendimento per capita de R$ 2.600,00 no último levantamento.