Abates
20/08/2026 — Nos primeiros resultados da produção animal no segundo trimestre de 2026, o abate de bovinos cresceu 4,2% em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, o crescimento na atividade marcou 3,2%. Nos mesmos períodos e na mesma base de comparação 2026, o abate de suínos cresceu 2,0% e o abate de frangos teve redução de -1,2%. No segundo trimestre de 2026, a aquisição de leite cru subiu 1,0% na comparação anual, mas recuou -2,5% no trimestre. Já a aquisição de peças de couro registrou a mesma taxa de crescimento para o ano e o trimestre: 1,9%.
Enquanto isso, a produção de ovos de galinha cresceu 0,3% frente ao mesmo trimestre de 2025 e subiu 2,6% em relação ao trimestre anterior. No segundo trimestre de 2026, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças de bovinos. O abate de suínos registrou 15,6 milhões de cabeças, enquanto o abate de frangos marcou 1,690 bilhão de cabeças. O país ainda produziu 6,610 bilhões de litros e leite cru. A produção de ovos de galinha registrou 1,250 bilhão de dúzias. Esse foi o desempenho da pecuária no segundo semestre, segundo dados publicados pelo IBGE. O Brasil é uma das maiores potências no merecado global do agronegócio. Disputa as primeiras colocações no ranking com os Estados Unidos e a Austrália.
Juros
05/08/2026 — O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25%. Isso levou a Taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano. Esse é o quarto corte consecutivo da taxa. A decisão foi unânime. No comunicado, o comitê afirma que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante.
Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica na suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego. O Copom afirmou que o cenário externo segue incerto por causa dos conflitos no Oriente Médio e das dúvidas sobre a política monetária de economias avançadas. Segundo o comitê, esse ambiente “exige cautela” por parte de países emergentes. O colegiado também reforçou que as próximas decisões sobre os juros dependerão da evolução do cenário econômico e dos riscos reais para a inflação.
Imóveis
29/07/2026 — O mercado de financiamento imobiliário manteve ritmo de expansão no primeiro semestre de 2026. O volume total de crédito destinado ao setor alcançou R$ 180,9 bilhões, resultado 23% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança. A maior parte dos recursos veio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, principal fonte de financiamento para a compra e construção de imóveis voltados às famílias de renda média e alta.
Entre janeiro e junho, essas operações movimentaram R$ 93,7 bilhões, crescimento de 29% na comparação anual. No período, quase 130 mil imóveis, entre novos e usados, foram financiados por meio dessa modalidade. Os empréstimos destinados à construção de empreendimentos apresentaram o maior avanço do semestre. As liberações alcançaram R$ 26,5 bilhões, mais que dobrando em relação ao primeiro semestre de 2025, com crescimento de 107%. Já o crédito voltado à aquisição de imóveis somou R$ 67,2 bilhões, alta de 12% na mesma base de comparação. Nas linhas financiadas com recursos livres dos bancos, os empréstimos totalizaram R$ 9,6 bilhões no primeiro semestre, queda de 8% em relação ao mesmo período de 2025.
Impostos

31/07/2026 — Terminou o prazo de adaptação da reforma tributária do consumo. A partir do dia três de agosto, empresas enquadradas nos regimes de lucro presumido e lucro real passam a ser obrigadas a incluir nas notas fiscais os novos campos com as alíquotas de 0,1% do Imposto sobre Bens e Serviços e 0,9% de Contribuição sobre Bens e Serviços. Sem o destaque das alíquotas-teste dos novos tributos, os documentos fiscais serão automaticamente rejeitados pelos sistemas das secretarias de fazenda estaduais. De acordo com a lei, caso ocorram irregularidades em documentos emitidos, o contribuinte receberá uma notificação prévia com prazo de 60 dias para regularização antes da aplicação de multas. Contudo, a partir de 2027, o cenário de punições tornar-se-á rigoroso. O IBS será recolhido pelos governos estaduais e a CBS pelo Governo Federal.
Frete
15/07/2026 — O plenário do Senado Federal aprovou em votação simbólica o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 1.343/2026. A agora Lei do Frete torna obrigatório o cadastramento das operações de transporte rodoviário de cargas e reforça os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do frete. O texto endurece as punições a quem contratar transporte rodoviário de cargas por valor abaixo do piso mínimo. Quando caracterizada a reincidência, o infrator ficará sujeito a multa de até R$ 1 milhão. A norma determina que a aplicação da penalidade deve observar critérios de proporcionalidade previstos na lei, como gravidade da infração, extensão do dano e capacidade econômica do autuado.