Indústria

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03/12/2020 — Em outubro de 2020, a produção industrial cresceu 1,1% frente a setembro na série com ajuste sazonal após altas em maio (8,7%), junho (9,6%), julho (8,6%), agosto (3,4%) e setembro (2,8%). Em seis meses de alta, o crescimento acumulado marcou 39,0%, eliminando a perda acumulada de 27,1% entre março e abril. Isso levou a produção industrial ao nível mais baixo da série. Mesmo com o desempenho positivo nos últimos meses, o setor industrial ainda se encontra 14,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Em relação a outubro de 2019 (série sem ajuste sazonal), a indústria avançou 0,3%, após crescer 3,7% em setembro último, quando interrompeu dez meses de resultados negativos seguidos nessa comparação.

Com isso, o setor acumula perda de -6,3% no ano e queda de -5,6% em doze meses. Essa última é ligeiramente mais intensa do que a acumulada nos doze meses até setembro (-5,5%). O avanço de outubro alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas. Além disso, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram crescimento na produção. A influência mais positiva veio da indústria de couro e calçados, com crescimento de 5,7% na produção. Outras contribuições importantes vieram da indústria do vestuário (+5,0%), da indústria automobilística (+4,7%) e da indústria farmacêutica (+ 4,5%). Do lado negativo, encontram-se entre outras a indústria alimentícia, com queda -2,8% na produção. Os dados são da pesquisa mensal do IBGE.

Em setembro
05/11/2020 — A produção industrial brasileira cresceu 2,6% em setembro na comparação com agosto. O setor cravou a quinta alta seguida, segundo divulgou o IBGE. Na comparação com setembro do ano passado, o setor cresceu 3,4%, interrompendo uma sequência de dez quedas seguidas nesta base de análise. Com o resultado de setembro, a indústria acumulou em cinco meses ganhos de 37,5%, eliminando completamente as perdas registradas entre março e abril (-27,1%). Com isso, superou em 0,2% o patamar de fevereiro, quando a pandemia de coronavírus ainda não havia afetado a produção do país. No acumulado no ano, a indústria ainda registra queda de -7,2%.

Em doze meses, a baixa acumulada é de -5,5%, indicando desaceleração frente aos doze meses anteriores (-5,7%). Segundo os analistas de mercado, o resultado de setembro veio acima do esperado. As expectativas gerais dos economistas eram de alta de 2,2% na variação mensal e de 2,2% na base anual. Entre os ramos de atividade com alta em setembro, o destaque ficou com a produção de couro, artigos para viagem e calçados com 17,1%. Outros avanços importantes aconteceram na produção de artigos do vestuário e acessórios (16,5%), veículos automotores (14,1%) e máquinas e equipamentos (12,6%). Por outro lado, houve queda nas indústrias extrativas (-3,7%). Entre os estados, o Amazonas liderou o crescimento industrial em setembro com 5,8%. Em São Paulo, o crescimento marcou 5%.


 

 



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