Emprego Brasil Quadrimestre
04 abril acumulado1

19/05/2018 — O Brasil encerrou o primeiro quadrimestre com a criação de 311.059 vagas formais, segundo divulgado nesta sexta-feira (18), pelo Ministério do Trabalho. De acordo com os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, foram criados 115.898 empregos com carteira assinada no mês de abril, resultado de 1.305.225 admissões em confronto com 1.189.327 demissões. O relatório do Ministério do Trabalho nota que “ o quadro também é otimista, se avaliados os últimos doze meses”. Entre maio de 2017 e abril de 2018, a economia criou 283.118 postos de trabalho. De acordo com o  Caged, oito setores econômicos apresentaram crescimento do nível de emprego em abril.  O melhor desempenho foi do setor de serviços, que abriu 64.237 novas vagas. A indústria da transformação vem em segundo, com saldo de 24.108, seguida da construção civil (14.394), do comércio (9.287) e da agropecuária (1.591).

servicos2Mês a Mês
077.822   JANEIRO
061.188   FEVEREIRO
056.151   MARÇO
115.898   ABRIL

Ano a Ano/Quadrimestre
2018   + 311.059
2017   - 9.020
2016   - 385.896
2015   - 162.735
2014   + 408.919

construcao civil1Empregos 2017
26/01/2018 — O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos). Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propor essa reforma, o governo do defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro. Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,3 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,5 milhão de vagas, na série com ajustes. O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação. Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O Ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero. Para os padrões do Caged, a redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado, na maioria dos meses do ano passado, e apontando para um cenário otimista para 2018. Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o mesmo patamar registrado no fim de 2016, refletindo, porém,  ainda, o aumento da informalidade.


 

 

 


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