Emprego Novembro 2018
novembro18

21/12/2018 — No Brasil, manteve-se, em novembro, a tendência de crescimento no emprego formal. Foram criados  58.664 postos de trabalho formais, o que representa 0,15% a mais do que o registrado no mês anterior. No mês onze, o Ministério do Trabalho registrou 1.189.414 admissões e 1.130.750 desligamentos de trabalhadores, em 18 estados. Esse é o melhor saldo para o mês de novembro desde 2010. No acumulado do ano, houve crescimento de 755.540 postos de trabalho formais, uma variação positiva de 2,27%. O acréscimo, nos últimos doze meses, é de 517.733 vagas, representando 1,36% a mais do que no período anterior. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Em 2018, todos os setores registrados no Caged apresentaram variação positiva. O destaque é o setor de serviços.

carteira profissional1Setores 2018 Acumulado
SERVIÇOS  + 458.094
INDÚSTRIA  + 115.454
COMÉRCIO  + 63.540
CONSTRUÇÃO CIVIL  + 56.799
AGROPECUÁRIA E PESCA  + 40.545
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA  + 11.078
SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA  + 7.639
EXTATIVISMO MINERAL  + 2.391

construcao civil1Empregos 2017
26/01/2018 — O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos). Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propor essa reforma, o governo do defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro. Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,3 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,5 milhão de vagas, na série com ajustes. O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação. Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O Ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero. Para os padrões do Caged, a redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado, na maioria dos meses do ano passado, e apontando para um cenário otimista para 2018. Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o mesmo patamar registrado no fim de 2016, refletindo, porém,  ainda, o aumento da informalidade.


 

 

 



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