Emprego Brasil 2018
201806 acumulado maio1

21/06/2018 — Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, o Brasil criou, em maio de 2018, 33.659 novos postos de trabalho. O relatório levou o presidente Michel Temer a comemorar o resultado na conta que mantém no Twitter. O saldo é decorrência das 1.277.576 admissões menos as 1.243.917 demissões registradas no Caged no mês cinco. O destaque de maio foi a agropecuária, com saldo positivo de 29.302 novas vagas, refletindo, segundo os analistas, o período de colheita do café em várias regiões do país. No segundo lugar aparece o setor dos serviços, com 18.577 novos postos de trabalho. O resultado geral foi impactado pela indústria da formação e pelo comércio. Esses dois setores fecharam maio com saldo negativo de -6.464 e -11.919 vagas, respectivamente. No acumulado do ano, o saldo positivo é de 381.166 novas vagas. Nos últimos doze meses, 284.875.

servicos2Mês a Mês
077.822   JANEIRO
061.188   FEVEREIRO
056.151   MARÇO
115.898   ABRIL
033.659   MAIO

Ano a Ano/Quinquemestre
2018   + 381.166
2017   + 025.233
2016   - 458.511
2015   - 278.334
2014   + 467.755

construcao civil1Empregos 2017
26/01/2018 — O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos). Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propor essa reforma, o governo do defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro. Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,3 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,5 milhão de vagas, na série com ajustes. O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação. Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O Ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero. Para os padrões do Caged, a redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado, na maioria dos meses do ano passado, e apontando para um cenário otimista para 2018. Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o mesmo patamar registrado no fim de 2016, refletindo, porém,  ainda, o aumento da informalidade.


 

 

 



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