Emprego Formal Agosto
08 agosto caged

22/09/2018 — O mercado de trabalho criou 110.431 empregos com carteira assinada em agosto, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. Segundo o CAGED, Esse é o melhor resultado para o mês desde agosto de 2013, quando foram gerados 127.648 empregos formais. O mês de agosto é o oitavo seguido com saldo positivo no anos. O mês registrou o segundo melhor desempenho de 2018, atrás apenas de abril, quando a economia gerou 127.134 empregos formais. O resultado superou as previsões dos economistas. No acumulado de janeiro a agosto, o emprego formal criou 568.551 novos postos de trabalho. Nos doze meses até agosto, o Ministério do Trabalho registra a criação de 356.852 empregos com carteira assinada.

O resultado positivo mensal positivo foi puxado pelo setor de serviços, com  a criação de 66.256 empregos, seguido pelo comércio, com 17.859, e a indústria de transformação, com 15.764. Entre os demais setores, a construção civil criou 11.800 vagas, os serviços industriais de utilidade pública ganharam 1.240 postos, o segmento de extração mineral teve 467 empregos criados e a administração pública, outros 394 novos postos. Por outro lado, a agropecuária registrou o fechamento de 3.349 empregos formais no mês passado. Esse foi o único setor econômico que fechou agosto no negativo. O CAGED ainda informa que, no Estado de São Paulo, o emprego formal criou 34.244 novas vagas, representando 31% do total do país. Em Franca, a variação, em agosto, foi negativa, com o fechamento de 766 postos de trabalho.

carteira profissional12018 Acumulado
SERVIÇOS  + 334.055
INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO  + 95.244
AGROPECUÁRIA E PESCA  + 79.984
CONSTRUÇÃO CIVIL  + 57.612
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA  + 11.599
SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA  + 6.823
EXTRATIVISMO MINERAL  + 2.355
COMÉRCIO  - 85.865

Desempenho Em Julho
23/08/2018 — O Brasil gerou, em julho de 2018, 47.319 empregos com carteira assinada, apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor dos últimos seis anos para o mês. Os números oficiais do governo mostram ainda que, entre janeiro e julho, foram criados 448.263 empregos com carteira assinada em todo o país. Já nos últimos doze meses foi registrada a criação de 286.121 postos de trabalho formais. Com o resultado de julho, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38,317 milhões de vagas, contra 38,030 milhões no mesmo mês do ano passado. Em julho, houve abertura de vagas em seis dos oito setores da economia, com destaque para a agropecuária, com 17.455 novas vagas, e os serviços, com 14.548. A construção civil fechou o mês com 10.063 novas vagas e a indústria, com 4.993.

construcao civil1Empregos 2017
26/01/2018 — O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos). Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propor essa reforma, o governo do defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro. Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,3 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,5 milhão de vagas, na série com ajustes. O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação. Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O Ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero. Para os padrões do Caged, a redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado, na maioria dos meses do ano passado, e apontando para um cenário otimista para 2018. Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o mesmo patamar registrado no fim de 2016, refletindo, porém,  ainda, o aumento da informalidade.


 

 

 



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