Emprego    Acumulado   Bimestre

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24/03/2018 — O Brasil registrou criação líquida de 61.188 vagas formais de emprego em fevereiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. É o segundo mês consecutivo no azul. Este representou, também, o melhor resultado para o mês dois desde 2014 (+ 260.823), segundo a série sem ajustes do Caged. Dos oito setores pesquisados, cinco mostraram desempenho positivo em fevereiro, com destaque para o setor de serviços (+ 65.920 postos de trabalho), indústria de transformação (+ 17.363), e administração pública (+ 9.553). Por outro lado, ficaram no vermelho os setores do comércio (-25.247), da agropecuária (-3.738) e da construção civil (-3.607). No acumulado do ano, houve criação líquida de 143.186 vagas no país. Esses dados muito bons na economia tem levado o presidente Michel Temer a considerar a possibilidade de uma candidatura à reeleição.

servicos1 ft emprego formalAcumulado Setores
SERVIÇOS   + 112.464
INDÚSTRIA   + 17.544
AGROPECUÁRIA   + 11.895
CONSTRUÇÃO CIVIL   + 11.380
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA   + 8.751
SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBICA   + 1.687
EXTRATIVISMO MINERAL   - 36
COMÉRCIO   - 73.994

Emprego + Economia
02/03/2018 — O mercado de trabalho no Brasil começou 2018 abrindo vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados pelo Ministério do Trabalho. Em janeiro, as contratações formais superaram as demissões em 77.822 vagas. O saldo positivo é a diferença entre a contratação de 1.284.498 e a de demissão de 1.206.676 trabalhadores. Foi o melhor janeiro em seis anos. O melhor janeiro até então tinha sido o de 2012, quando foram abertas 118.895 vagas. O Brasil virou 2017 com 37,9 milhões de empregos formais e 8,1 milhões de empresas registradas no Ministério do Trabalho. Dos principais setores, em janeiro, o destaque ficou com a indústria, com saldo positivo de 49,5 mil novos postos de trabalho. Nos subsetores da indústria, a de calçados pontificou, com saldo positivo de 11.138 novas vagas, representado 22,5% do setor e 14,3% do total.

construcao civil1Emprego 2017
26/01/2018 — O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos). Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propor essa reforma, o governo do defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro. Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,3 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,5 milhão de vagas, na série com ajustes. O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação. Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O Ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero. Para os padrões do Caged, a redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado, na maioria dos meses do ano passado, e apontando para um cenário otimista para 2018. Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o mesmo patamar registrado no fim de 2016, refletindo, porém,  ainda, o aumento da informalidade.


 

 

 


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