Emprego Acumulado
outubro18

22/11/2018 — O Brasil criou 57.733 vagas de emprego com carteira assinada em outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho. É o quarto mês seguido com resultado positivo. A última queda foi em junho (-661 vagas). O resultado é a diferença entre as contratações e as demissões realizadas no mês. Em outubro, foram 1.279.502 contratações e 1.221.769 demissões. Com isso, o total de pessoas com carteira assinada no país chegou a 38.565.207 no mês passado. Apesar do saldo positivo no mês dez, o resultado representa uma queda na geração de empregos na comparação com o mês anterior (setembro), quando foram criadas 137.336 vagas formais. Também houve queda em relação a outubro de 2017, quando o país gerou 76.599 postos com carteira.

O resultado positivo de outubro foi puxado pelo setor do comércio, com  a criação de 34.133 empregos, seguido pelos serviços, com 28.759, e a indústria de transformação, com 7.048. Entre os demais setores, a construção civil criou 560 vagas,  segmento de extração mineral teve 377 empregos criados e os serviços industriais de utilidade pública ganharam 268 postos. Por outro lado, a agropecuária registrou o fechamento de 13.059 empregos formais no mês passado e o setor da administração pública, 323. Esses foi o únicos setores econômicos a fecharem outubro no negativo. O CAGED ainda informa que, no Estado de São Paulo, o emprego formal criou, no mês dez,  13.088 novas vagas, representando 22,67% do total do país. Em Franca, a variação também foi positiva, com a abertura de 590 postos de trabalho, representando 4,51% do total do estado e 1,02% do total do país.

carteira profissional1Mês a Mês — Brasil
077.822  JANEIRO
061.188  FEVEREIRO
056.151  MARÇO
115.898  ABRIL
033.659  MAIO
000.661  JUNHO
047.319  JULHO
110.431  AGOSTO
137.336  SETEMBRO
57.733  OUTUBRO

construcao civil1Empregos 2017
26/01/2018 — O Brasil perdeu 20.832 postos de trabalho em 2017, terceiro ano seguido no vermelho, apesar do início da recuperação econômica e da vigência das flexibilizações trabalhistas defendidas pelo governo para impulsionar o número de vagas. Em dezembro, houve o fechamento líquido de 328.539 postos, apontou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho. O resultado representou a melhor marca para dezembro, que é tradicionalmente negativo, desde 2007 (-319.414 postos). Houve criação líquida de 2.574 vagas de trabalho intermitente no último mês do ano, sob os efeitos da reforma trabalhista.

Ao propor essa reforma, o governo do defendeu que as flexibilizações legislativas ajudariam na retomada do emprego. No ano, esse saldo foi de 5.641 postos, considerando a vigência da reforma a partir de novembro. Apesar de seguir no campo negativo, o fechamento de vagas formais em 2017 representou forte melhoria sobre o ano anterior, quando foram encerrados 1,3 milhão de empregos, e sobre 2015, quando o saldo ficou no vermelho em 1,5 milhão de vagas, na série com ajustes. O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelo fechamento líquido de 103.968 vagas na construção civil e de 19.900 na indústria da transformação. Ficaram no azul, por outro lado, o comércio (+40.087), a agropecuária (+37.004) e o setor de serviços (+36.945).

De maneira geral, o mercado de trabalho tende a responder de maneira tardia ao ciclo econômico, tanto em momentos de desaceleração quanto de recuperação. O Ministério do Trabalho trabalhava com a perspectiva de encerrar o ano próximo do zero a zero. Para os padrões do Caged, a redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado, na maioria dos meses do ano passado, e apontando para um cenário otimista para 2018. Nos três meses encerrados em novembro, a taxa de desemprego caiu a 12%, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o mesmo patamar registrado no fim de 2016, refletindo, porém,  ainda, o aumento da informalidade.


 

 

 



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