Poupança 2019

11/02/2018 — As retiradas de recursos da Caderneta de Poupança superaram os depósitos em R$ 11,232 bilhões em janeiro deste ano, informou o Banco Central do Brasil. Este foi o quinto ano seguido com saída líquida de recursos da poupança e a maior retirada em meses de janeiro desde 2016. Com a saída líquida de recursos na poupança, o estoque dos valores depositados registrou queda no começo deste ano. No fim de dezembro de 2018, o saldo estava em R$ 797,281 bilhões. Já em janeiro deste ano, o estoque total de recursos aplicados na poupança somou R$ 788,988 bilhões. Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em janeiro, os rendimentos somaram R$ 2,939 bilhões.

CADERNETAS DE POUPANÇA — Foram concebidas pelo imperador Dom Pedro II em 1861 com o decreto que instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. Tinha na época o objetivo único de remunerar depósitos com juros de 6% ao ano com a garantia do governo imperial. Essa modalidade de investimento era destinada às pessoas de baixa renda e permitia depósitos de até 50 mil réis. Em 1874, o rendimento da caderneta de poupança foi alterado através de um novo decreto. Pela nova norma, ficou estabelecido que as taxas de juros remuneratórios nunca seriam superiores a 6% ao ano e que seus valores seriam fixados anualmente pelo governo imperial.

Em 2012, a legislação brasileira determinou que os depósitos na caderneta de poupança realizados até 3 de maio daquele ano continuassem recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês (além da remuneração básica). Os depósitos realizados a partir de 4 de maio de 2012 (a então nova poupança), passaram a receber remuneração adicional variável de acordo com a meta estabelecida pelo Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mais conhecido como Taxa Selic. Com essas alterações, a rentabilidade adicional da caderneta de poupança passou a ficar sujeita às variações da referida taxa, mas mantendo-se limitada a 0,5% ao mês durante períodos de altas taxas de juros. Por isso, segundo os economistas, quanto menor for a Selic melhor será o investimento na caderneta de poupança.


 

 



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