Inflação Oficial IPCA
novembro18

08/12/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de novembro apresentou variação de -0,21%. Em outubro a taxa marcou 0,45%. Esse resultado é o menor desde junho de 2017, quando o índice fechou em -0,23%. Para um mês de novembro, a taxa de agora manifesta-se como a menor desde a implantação do Plano Real, em 1994. No acumulado no ano, o IPCA está em 3,59%, acima dos 2,50% registrados em igual período de 2017. Na ótica dos últimos doze meses, o índice registra 4,05%, abaixo dos 4,56% dos doze meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2017, a taxa atingiu 0,28%. Cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram inflação negativa de outubro para novembro, com destaque para os  “transportes” (-0,74%) e “habitação” (-0,71%). No lado das altas, o maior impacto veio do grupo “alimentação e bebidas”, com 0,39%. Nesse grupo, a batata e o tomate tiveram a maior influência, com altas de 24,45% e 22,25%, respectivamente.

tomate charge1Inflação 2018 Mês a Mês
0.29  Janeiro  |  0.32  Fevereiro  |  0.09  Março
0.22  Abril   |   0.40  Maio  |  1.26  Junho
0.33  Julho - 0.09  Agosto  |  0.48  Setembro
Outubro  0.45
  |  Novembro -0.21

IPCA 15 Novembro
24/11/2018 — Os preços da energia elétrica e dos combustíveis perderam força em novembro. Foram determinantes para a desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 no período, caindo para 0,19%. Conforme levantamento do IBGE, a conta de luz ficou 1,46% mais barata em novembro, após já ter tido queda de 0,08% em outubro, refletindo a mudança da bandeira tarifária da energia elétrica de vermelha patamar 2 para a amarela. Os combustíveis, por sua vez, tiveram elevação de 0,69% em novembro, depois de aumento de 4,74% um mês antes.

Segundo a pesquisa, a gasolina desacelerou para 0,05%, depois de aumento 4,57% em outubro. O preço do etanol foi de elevação de 6,02% para 3,32% entre um mês e outro. O óleo diesel também perdeu força, deixando alta de 5,71% para 1,38%. Já os preços dos alimentos subiram mais, de 0,44% para 0,54%, representando o maior impacto no índice do mês. A alimentação dentro de casa, recorte que exclui os serviços de alimentação, como restaurantes e lanchonetes, foi de 0,85%. A alimentação fora, por sua vez, diminuiu 0,01% em novembro, com destaque para as quedas no lanche, de 0,74% em outubro para -0,33% em novembro, e na refeição, de 0,26% em outubro para -0,05% em novembro.

IPCA de Outubro
08/11/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de outubro marcou 0,45%, a maior taxa para o mês desde 2015 (0,82%). Ficou, porém, abaixo do índice de setembro, marcado em 0,48%. O acumulado no ano (3,81%) ficou acima do registrado em igual período do ano passado (2,21%). No acumulado nos últimos doze meses, o IPCA subiu para 4,56%, contra os 4,53% nos doze meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2017, a taxa atingiu 0,42%. Os preços do grupo “alimentação e bebidas” aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro, enquanto o grupo  “transportes” desacelerou de 1,69% para 0,92%. Juntos, esses dois grupos responderam por 43% das despesas das famílias e contribuíram com cerca de 70% do índice do mês. No grupo dos alimentos, a maior pressão veio do tomate, com alta de 51,27%, seguido da batata, com 13,67%. Nas quedas, os destaques foram a farinha de mandioca (-4,69) e o leite longa vida (-2,60%).

ipca2017

10/01/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de dezembro foi de 0,44%, ficando 0,16% acima do resultado de novembro (0,28%). Essa foi a maior variação mensal de 2017. Em 2016, o IPCA do mês atingiu 0,30%. Assim, o índice acumulado em 2017 foi 2,95%. Ficou 3,34% abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%). O aumento da inflação de dezembro em relação a novembro sofreu a influência dos grupos “alimentação e bebidas” e “transportes”. O primeiro subiu 0,54%. O segundo, 1,23%. Nos alimentos, a pressão veio, principalmente, das carnes, das frutas e do pão francês. Nos transportes, os itens que mais subiram foram as passagens aéreas e a gasolina. Os dados do IPCA foram publicados pelo IBGE.

No grupo dos alimentos, após sete meses consecutivos de variação negativa, a mudança de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro deveu-se à alimentação consumida em casa, que passou de -0,72% para 0,42%. Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%). A alimentação consumida fora de casa também acelerou de novembro para dezembro, com os preços subindo, em média, 0,74%.

Os principais impactos individuais no índice do mês, ambos de 0,09%, foram exercidos pelas passagens aéreas, com alta de 22,28%, e pela gasolina, cujo preço do litro ficou, em média, 2,26% mais caro. Juntos, com impacto de 0,18%, eses dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro. Eles também foram os principais responsáveis para que o grupo “transportes” (1,23%) apresentasse a maior alta no mês, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol. Na gasolina, observa-se que o aumento é reflexo dos reajustes concedidos durante o período de coleta do índice, que montam de 2,05%. No grupo “vestuário” (0,84%), os destaques ficaram com os itens “roupa masculina” (1,27%), “roupa infantil” (1,05%), “roupa feminina” (0,71%) e “calçados” (0,69%). Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas: plano de saúde (1,06%), empregado doméstico (0,52%) e eletrodomésticos (0,36%).

inflacao2a IPCA 2017
JANEIRO       0,38%
FEVEREIRO       0,33%
MARÇO       0,25%
ABRIL       0,14%
MAIO       0,31%
JUNHO       -0,23%
JULHO       0,24%
AGOSTO       0,19%
SETEMBRO       0,16%
OUTUBRO       0,42%
NOVEMBRO       0,28%
DEZEMBRO       0,44%

 

 



© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados