Agosto    2018    12 Meses
20180906 agosto

07/09/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de agosto variou -0,09%, abaixo do resultado de julho (0,33%). Foi a menor taxa para um mês de agosto desde 1998, quando o IPCA registrou -0,51%. O acumulado no ano está em 2,85%, acima do 1,62% registrado em igual período de 2017. O acumulado dos últimos doze meses ficou em 4,19%, abaixo dos 4,48% dos doze meses imediatamente anteriores. Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, o da “alimentação e bebidas(-0,34%) e o dos “transportes(-1,22%) apresentaram deflação de julho para agosto. O grupo da “comunicação” e o dos “artigos de residência” cresceram, respectivamente, 0,03% e 0,56%.

No grupo “alimentação e bebidas”, diversos itens do consumo das famílias apresentaram queda de preços no mês passado. Por outro lado, registraram alta de preços o arroz (2,51%), o macarrão (2,47%), o queijo (1,30%), o refrigerante (0,96%) e as frutas (0,60%). A alimentação fora de casa desacelerou, caindo de 0,72% em julho para 0,32% em agosto. Nesse segmento, a refeição em restaurantes caiu de 0,39% para 0,23,%. No grupo “transportes”, os impactos negativos vieram das passagens aéreas. Após alta de 44,51% em julho, essas passagens recuaram 26,12%. Os combustíveis (-1,86%) também contribuíram para a variação negativa do grupo, com destaque para o etanol (-4,69%) e a gasolina (-1,45%).

Inflação 2018 Mês a Mês
0.29  Janeiro  |  0.32  Fevereiro  |  0.09  Março  |  0.22  Abril
0.40  Maio  |  1.26  Junho  |  0.33  Julho  |  - 0.09  Agosto

ipca2017

10/01/2018 — O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de dezembro foi de 0,44%, ficando 0,16% acima do resultado de novembro (0,28%). Essa foi a maior variação mensal de 2017. Em 2016, o IPCA do mês atingiu 0,30%. Assim, o índice acumulado em 2017 foi 2,95%. Ficou 3,34% abaixo dos 6,29% registrados em 2016. Esse acumulado foi o menor desde 1998 (1,65%). O aumento da inflação de dezembro em relação a novembro sofreu a influência dos grupos “alimentação e bebidas” e “transportes”. O primeiro subiu 0,54%. O segundo, 1,23%. Nos alimentos, a pressão veio, principalmente, das carnes, das frutas e do pão francês. Nos transportes, os itens que mais subiram foram as passagens aéreas e a gasolina. Os dados do IPCA foram publicados pelo IBGE.

No grupo dos alimentos, após sete meses consecutivos de variação negativa, a mudança de -0,38% em novembro para 0,54% em dezembro deveu-se à alimentação consumida em casa, que passou de -0,72% para 0,42%. Apesar de alguns produtos terem caído de preços, como o feijão-carioca (-6,73%) e o leite longa vida (-1,43%), outros, também importantes na mesa dos brasileiros, exerceram pressão contrária, como as carnes (1,67%), as frutas (1,33%), o frango inteiro (2,04%) e o pão francês (0,67%). A alimentação consumida fora de casa também acelerou de novembro para dezembro, com os preços subindo, em média, 0,74%.

Os principais impactos individuais no índice do mês, ambos de 0,09%, foram exercidos pelas passagens aéreas, com alta de 22,28%, e pela gasolina, cujo preço do litro ficou, em média, 2,26% mais caro. Juntos, com impacto de 0,18%, eses dois itens representaram 41% do IPCA de dezembro. Eles também foram os principais responsáveis para que o grupo “transportes” (1,23%) apresentasse a maior alta no mês, considerando-se, ainda, o aumento de 4,37% do etanol. Na gasolina, observa-se que o aumento é reflexo dos reajustes concedidos durante o período de coleta do índice, que montam de 2,05%. No grupo “vestuário” (0,84%), os destaques ficaram com os itens “roupa masculina” (1,27%), “roupa infantil” (1,05%), “roupa feminina” (0,71%) e “calçados” (0,69%). Considerando os demais grupos, destacam-se, no lado das altas: plano de saúde (1,06%), empregado doméstico (0,52%) e eletrodomésticos (0,36%).

inflacao2a IPCA 2017
JANEIRO       0,38%
FEVEREIRO       0,33%
MARÇO       0,25%
ABRIL       0,14%
MAIO       0,31%
JUNHO       -0,23%
JULHO       0,24%
AGOSTO       0,19%
SETEMBRO       0,16%
OUTUBRO       0,42%
NOVEMBRO       0,28%
DEZEMBRO       0,44%

 

 



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