Economia & Varejo
vendas no varejo1

13/07/2018 — Em maio de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou 0,6% para baixo, na comparação com abril, na série com ajuste sazonal, praticamente anulando o avanço de 0,7% registrado no mês anterior. Com isso, a média móvel trimestral ficou em 0,4%, perdendo ritmo em relação ao resultado do trimestre encerrado em abril (0,6%). Na série sem ajuste sazonal, o setor cresceu 2,7% em relação a maio de 2017. Foi a décima quarta taxa positiva seguida. Com isso, o varejo acumulou alta de 3,2% no ano. O acumulado nos últimos doze meses cresceu 3,7%, mantendo-se estável em relação a abril (3,7%) e prosseguindo em trajetória ascendente iniciada em outubro de 2016 (-6,8%). No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume de vendas caiu 4,9% em relação a abril.

A queda apontada pela pesquisa mensal do IBGE no comércio varejista alcançou seis das oito atividades investigadas. Os recuos mais intensos foram observados no segmento de “livros, jornais, revistas e papelarias(-6,7%), “combustíveis e lubrificantes(-6,1%), “equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação(-4,2%), “tecidos, vestuário e calçados(-3,2%), “móveis e eletrodomésticos(-2,7%), “artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos(-2,4%). Por outro lado, a única atividade que mostrou avanço na passagem de abril para maio foi a de “hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo” (0,6%), enquanto o segmento “outros artigos de uso pessoal e doméstico” (0,0%), as vendas ficaram estáveis. As vendas no varejo em maio foram fortemente impactadas negativamente pela greve dos caminhoneiros.

Emprego Formal
Esse mau desempenho do comércio varejista influenciou também o mercado formal do trabalho no setor. Segundo os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, foram fechadas, no Brasil, em maio de 2018, 9.710 postos de trabalho. O saldo negativo é resultado do confronto das 258.629 admissões com as 268.339 demissões registradas no mês cinco. No acumulado do período o saldo  negativo chegou a 92.658 vagas. Embora esse resultado seja 24,6% menos pior que no mesmo período de 2017 (- 122.914), a situação é muito preocupante. Nos doze meses terminados em maio, por outro lado, o saldo positivo de 43.403 vagas ainda traz algum alento. Isso, porque nos doze meses imediatamente anteriores (junho de 2016 a maio de 2017), registrou-se um grande saldo negativo: - 98.654 vagas.

Desempenho Em Abril
14/06/2018 — Em abril de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou 1,0% frente a março, na série com ajuste sazonal. Com isso, a média móvel trimestral ficou em 0,7% e manteve o ritmo do trimestre anterior, encerrado em março (0,7%). Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 0,6% em relação a abril de 2017. Foi a décima terceira taxa positiva seguida, embora a menos acentuada. O efeito do deslocamento da Páscoa exerceu influência negativa nas vendas do mês em referência. Com isso, o varejo acumulou alta de 3,4% no ano. O acumulado nos últimos doze meses cresceu 3,7%, praticamente mantendo o ritmo de março (3,8%). Os dados são da pesquisa mensal do IBGE. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas variou 1,3% em relação a março. A média móvel trimestral, nesse segmento, ficou em 1,1% no trimestre encerrado no mês quatro.

Desempenho Em Março
15/05/2018 — Em março de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou 0,3% frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, após recuar 0,2% no segundo mês do ano. Com isso, a média móvel trimestral teve, também, aumento de 0,3% frente ao trimestre encerrado em fevereiro. Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 6,5% em relação a março de 2017, o maior resultado desde abril de 2014 (6,7%). Com isso, o varejo acumulou altas de 3,8% no ano e de 3,7% nos últimos doze meses, mantendo a recuperação em curso desde outubro de 2016. Com alta de 12,3% frente a março de 2017, o setor de hipermercados e supermercados exerceu o maior impacto positivo no desempenho do varejo em março.

Desempenho Em Fevereiro
14/04/2018 — Em fevereiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou -0,2% frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, após avançar 0,8% de dezembro para janeiro. Com isso, a média móvel trimestral ficou estável. Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 1,3% em relação a fevereiro de 2017. Foi a décima primeira taxa positiva seguida, embora a menos acentuada. Com isso, o varejo acumulou alta de 2,3% no ano. O acumulado nos últimos doze meses cresceu 2,8%, mantendo a recuperação em curso desde outubro de 2016. No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de “veículos, motos, partes e peças” e de “material de construção”, o volume de vendas variou 0,1% em relação a janeiro. Frente a fevereiro de 2017, houve alta de 5,2%. O acumulado nos últimos doze meses (5,4%) foi o maior desde julho de 2013 (5,8%)

Desempenho em Janeiro
14/03/2018 — Em janeiro de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional cresceu 0,9% frente a dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal, compensando o recuo de dezembro (-0,5%). Com isso, a variação da média móvel do trimestre encerrado em janeiro (0,3%) reverteu a queda em relação ao resultado do trimestre encerrado em dezembro (-0,1%). Na série sem ajuste sazonal, frente a janeiro de 2017, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 3,2%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação. O acumulado nos últimos doze meses subiu 2,5% em janeiro de 2018 e teve sua maior alta desde de novembro de 2014 (2,6%), prosseguindo em trajetória ascendente desde outubro de 2016 (-6,8%). Cinco das oito atividades pesquisas pelo IBGE apresentaram variação positiva, sendo a mais relevante a representada pelos produtos alimentícios e bebidas.


 

 



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