cartao de credito fig1Juros

27/04/2019 — Os clientes de instituições financeiras que caíram no rotativo do cartão de crédito ou usaram cheque especial pagaram juros mais caros em março de 2019, de acordo com dados do Banco Central. A taxa de juros do cheque especial subiu 4,80%, em relação a fevereiro, chegando a 322,7% ao ano. No ano, houve aumento de 10,1% na taxa. As regras do cheque especial mudaram no ano passado. Os clientes que utilizam mais de 15,0% do limite durante trinta dias consecutivos passaram a receber a oferta de um parcelamento, com taxa de juros menores que a do cheque especial definida pela instituição financeira.

A taxa média do rotativo do cartão de crédito subiu quatro por cento em relação a fevereiro, chegando a 299,5% ao ano, no mês passado. No ano, houve aumento de 14,1%. O rotativo é o crédito tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão. O crédito rotativo dura trinta dias. Após esse prazo, as instituições financeiras parcelam a dívida. As taxas do cheque especial e do rotativo do cartão são as mais caras entre as modalidades oferecidas pelos bancos. A do crédito pessoal, por exemplo, ficou em 123,7% ao ano em março, com aumento de 1,20% na comparação com o mês anterior. A taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) chegou a 23,6% ao ano, com redução de 0,50% em relação a fevereiro.

A taxa média de juros para as famílias subiu 0,60%, totalizando 53,7% ao ano. A taxa média das empresas permaneceu em 19,8% ao ano. Segundo o relatório do Banco Central, a inadimplência do crédito, considerados os atrasos acima de noventa dias, permaneceu em 4,70% para pessoas físicas e em 2,80% para as empresas. Os dados são do crédito livre em que os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado. No caso do crédito direcionado para os setores habitacional, rural e de infraestrutura, os juros para as pessoas físicas subiram 0,10%, chegando a 7,60% ao ano. A taxa cobrada das empresas permaneceu em 10,0% ao ano. O saldo de todas as operações de crédito do Sistema Financeiro chegou, em março, a R$ 3,267 trilhões, com alta de 0,70%. Em relação Produto Interno Bruto, o crédito permaneceu em 47,1%.


 

 

 



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