Poupança
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10/01/2021 — Em 2020, os investidores depositaram R$ 166,31 bilhões a mais do que retiraram na Caderneta de Poupança. Segundo o Banco Central, o resultado é o maior já registrado para um ano desde o início da série histórica em 1995. Em 2019, a captação líquida — diferença entre depósitos e retiradas — tinha ficado em R$ 13,33 bilhões. O recorde anterior tinha sido registrado em 2013, quando a aplicação financeira captou R$ 71,05 bilhões. Apenas em dezembro, os brasileiros depositaram R$ 20,61 bilhões a mais do que sacaram da poupança. O valor é recorde para o mês desde o início da série histórica. Em 2020, a Caderneta  de Poupança rendeu 2,11%, segundo o Banco Central. O estoque de depósitos em 2020 subiu para R$ 801,4 bilhões, crescimento de 21,9% em relação ao estoque somando no fechamento de 2019.

Em novembro
12/12/2020 — A Caderneta de Poupança registrou em novembro de 2020 captação líquida de R$ 1,479 bilhão, a mais fraca da sequência, depois de nove meses consecutivos de alta. No mês onze, os depósitos somaram R$ 297,4bilhões e as retiradas R$ 295,9 bilhões. Esse desempenho é 39% inferior ao registrado em novembro de 2019, quando os depósitos ficaram em R$ 2,426 bilhões a mais do que os saques. Apesar do recuo no mês passado, a poupança acumula entrada líquida de R$ 145,7 bilhões de janeiro a novembro. Na série histórica, esse é o melhor desempenho para o período. Os rendimentos creditados totalizaram R$ 1,626 bilhão em novembro. A poupança é influenciada pelas regras dos juros básicos. A correção é de 70% da Taxa Selic, imposta em 2% pelo Banco Central.

Em outubro
10/11/2020 — Os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 7,017 bilhões em outubro, informou o Banco Central. É o melhor resultado para meses de outubro desde o início da série histórica da instituição em 1995. Esse foi o oitavo mês seguido em que os depósitos superaram os saques. Na comparação com o desempenho de setembro houve uma retração de 46,9% nesse investimento popular. No mês nove, o saldo do confronto entre os depósitos e saques ficou em R$ 13, bilhões. No acumulado dos dez meses do ano, esse saldo marca R$ 31,6 bilhões. De acordo com o BC, a poupança foi bastante beneficiada com os recursos do auxílio emergencial liberado pelo governo em razão da COVID-19. No mês passado, o saldo total da poupança chegou a R$ 1,010 trilhão.

CADERNETAS DE POUPANÇA — Foram concebidas pelo imperador Dom Pedro II em 1861 com o decreto que instituiu e regulou a Caixa Econômica Federal. Tinha na época o objetivo único de remunerar depósitos com juros de 6% ao ano com a garantia do governo imperial. Essa modalidade de investimento era destinada às pessoas de baixa renda e permitia depósitos de até 50 mil réis. Em 1874, o rendimento da caderneta de poupança foi alterado através de um novo decreto. Pela nova norma, ficou estabelecido que as taxas de juros remuneratórios nunca seriam superiores a 6% ao ano e que seus valores seriam fixados anualmente pelo governo imperial.

Em 2012, a legislação brasileira determinou que os depósitos na caderneta de poupança realizados até 3 de maio daquele ano continuassem recebendo remuneração adicional de 0,5% ao mês (além da remuneração básica). Os depósitos realizados a partir de 4 de maio de 2012 (a então nova poupança), passaram a receber remuneração adicional variável de acordo com a meta estabelecida pelo Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, mais conhecido como Taxa Selic. Com essas alterações, a rentabilidade adicional da caderneta de poupança passou a ficar sujeita às variações da referida taxa, mas mantendo-se limitada a 0,5% ao mês durante períodos de altas taxas de juros. Por isso, segundo os economistas, quanto menor for a Selic melhor será o investimento na caderneta de poupança.


 

 



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