Indústria

05/10/2020 — A produção da indústria nacional cresceu pelo quarto mês seguido e registrou alta de 3,2% em agosto, na comparação com julho. Mesmo assim, o indicador ainda não eliminou totalmente a perda de 27% acumulada entre março e abril, decorrebnte da pandemia da COVID-19. Nesse período, a produção caiu para o patamar mais baixo da série histórica. No acumulado no ano, a produção recuou -8,6%. Os dados são da pesquisa mensal, publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A pesquisa também mostra que, em relação a agosto de 2019, a indústria caiu -2,7%. Esse é o décimo resultado negativo seguido nessa base de comparação. Nos últimos doze meses, a queda é de -5,7%.

O estudo do IBGE indicou que todas as grandes categorias apresentaram avanço em agosto frente a julho. Os bens de consumo duráveis tiveram o maior crescimento (18,5%), os bens de capital (2,4%), os bens intermediários (2,3%) e os bens de consumo semi e não duráveis (0,6%). Entre os ramos pesquisados, 16 dos 26 apresentaram aumento na produção. O destaque ficou com o setor de veículos automotores, com alta de 19,2%. Também tiveram influência positiva no resultado de agosto a indústria de produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com avanço de 3,9%, e a indústria extrativa, alta de 2,6%. Entre os ramos que tiveram redução na produção, o IBGE destacou a indústria farmacêutica e a indústria de perfumaria, ambas com queda de -9,7%.

 Principais taxas

Pará     9,8%
Santa Catarina     6,0%
Ceará     5,7%
Rio Grande do Sul     5,2%
Amazonas     4,9%
São Paulo     4,8%
Rio de Janeiro     3,3%
Paraná     2,9%
       

Em julho
04/09/2020 — Após a paralisação provocada pela pandemia da Covid-19 em março e abril, a produção industrial teve alta de 8% em julho na comparação com junho. Trata-se do terceiro mês consecutivo de crescimento. No acumulado de janeiro a julho de 2020, o índice registra queda de -9,6%. No acumulado dos últimos doze meses, a queda marca -5,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada pelo IBGE. Segundo o instituto, o aumento de julho verificou-se em doze dos quinze locais analisados, reflexo da ampliação do movimento de retorno ao trabalho das unidades produtivas. As maiores altas na comparação mensal foram nos estados do Ceará, com crescimento de 34,5%, e Espírito Santo, onde houve aumento de 28,3%.

IBGE destaca que o crescimento de 8,6% em São Paulo foi a principal influência no resultado nacional, já que o estado tem o maior parque industrial do país, com destaque para o bom desempenho dos setores de alimentos e de veículos automotores, além das máquinas e equipamentos. O ganho acumulado em São Paulo nos três meses seguidos de crescimento é de 32%, ainda abaixo das perdas relacionadas à pandemia, já que indicador está 6% abaixo do índice de fevereiro. Entre as atividades, o melhor desempenho aconteceu na indústria automobilística, com crescimento de 43,9%. Outra contribuição relevante veio da indústria metalúrgica, com crescimento de 18,7%. A indústria de couros e calçados, segundo o IBGE, apresentou retração de -33,7%.



 

 



© 2017 Tio Oda - Todos os direitos reservados