aluisio-azevedo1Aluísio Azevedo

ALUÍSIO TANCREDO GONÇALVES DE AZEVEDO nasceu no dia 14 de abril de 1857, na cidade de São Luís, Maranhão. Morreu no dia 21 de janeiro de 1913, na cidade de Buenos Aires, Argentina.

Filho natural do vice-cônsul português Davi Azevedo e de dona Emília Branca, a ligação adulterina dos pais marcou tanto a sua vida quanto a do irmão, Artur de Azevedo. Realizou seus primeiros estudos na sua cidade natal. Em 1870, começou a trabalhar como caixeiro num armazém. Aos 19 anos, embarcou para o Rio de Janeiro, onde pretendia cursar a Academia de Belas Artes. Conseguiu algum êxito como caricaturista do jornal O Fígaro. Em 1878 — ano da morte do seu pai —, regressou ao seu estado, passando a colaborar no jornal humorístico A Flecha, sob o pseudônimo de Pitibri.

No ano seguinte, publicou seu primeiro romance: Uma Lágrima de Mulher. Em 1880, foi um dos fundadores do jornal anticlerical O Pensador e o primeiro diário de São Luís, O Pacotilha. No ano seguinte, apareceu seu segundo romance — O Mulato —, que provocou grande escândalo. Seguiu, então, para a corte, para se dedicar ao jornalismo. No Rio de Janeiro, publicou folhetins e peças de teatro, em parceria com o irmão. Em 1890, lançou sua obra prima O Cortiço, romance pioneiro do Naturalismo no Brasil. Em 1891, foi nomeado oficial maior da Secretaria de Negócios do Governo do Estado do Rio de Janeiro, ao lado de Coelho Neto e de Olavo Bilac.

o-cortico-f1Ingressou, ainda nesse ano, na carreira diplomática, encerrando então suas atividades literárias. Em 1897, foi eleito para a cadeira número 4 da Academia Brasileira de Letras. Como diplomata, serviu na Espanha, Inglaterra, Itália e Japão. Em 1911, estabeleceu-se na cidade de Buenos Aires como adido comercial do Brasil junto à Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Também de sua autoria, firmando-o como um dos melhores do Naturalismo são as obras Casa de Pensão (1884), A Mortalha de Alzira (1894) e outros. Em 1918, por iniciativa de Coelho Neto, teve seus restos mortais transladados de Buenos Aires para São Luís, onde repousam definitivamente.

Em 2001, a Editora Casa da Palavra reeditou o Livro de Uma Sogra, com 256 páginas. Calcado num fictício manuscrito de Dona Olímpia, a sogra do título, a obras, segundo a crítica, é um libelo impagável sobre o casamento. Olímpia revela como ensinou sua filha a escapar dos erros que levaram sua união ao fracasso, sobretudo sob o ponto de vista carnal. Publicado originalmente em 1895, o livro estava há tempos fora do catálogo e a edição foi caprichadíssima. O livro O Cortiço teve duas adaptações para o cinema: uma em 1945, com direção de Luiz de Barros, e outra em 1978, com direção de Francisco Ramalho Júnior e com Armando Bógus (João Romão) e Betty Faria (Rita Baiana) nos papéis centrais.


 

 

 


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