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Na década de 1986, o Aguinaldo Silva relutou em usar o microcomputador

20170809 computadorAguinaldo Silva Vs. Tecnologia

01/09/1986 — O escritor e roteirista pernambucano Aguinaldo Silva estava satisfeito com a sua máquina de escrever elétrica e nem lhe ocorria procurar um microcomputador para executar as suas tarefas. Mas acabou sendo convertido à tecnologia, quando a Compart lhe emprestou um aparelho e lhe deu um curso gratuito de três dias. O escritor aceitou a experiência e acabou trocando a máquina elétrica pelo novo teclado, no qual escreveu todos os episódios dos capítulos 80 ao 162 da novela “Roque Santeiro”. Segundo declarou à Playboy na época, ele demorava, no mínimo, seis horas para escrever as 22 páginas de cada capítulo. Com o micro, passou a fazer o serviço em, no máximo, quatro horas. O micro veio dar maior comodidade, tendo em vista que, se houvesse erro ou vontade de mudar o que se escreveu antes, não era preciso datilografar tudo novamente. Clique na imagem para ampliar.

O Carnaval Nas Novelas
24/02/2015 — O Estandarte de Ouro é uma premiação extraoficial do carnaval carioca para os melhores desfiles das escolas de samba do Grupo Especial, concedidas pelo jornal O Globo. E o que o novelista Aguinaldo Silva tem a ver com isso? Ocorre que a diretoria do prêmio decidiu fazer uma homenagem especial ao escritor pela novela “Império”, que levou a Unidos de Santa Teresa para o sambódromo e retratou o carnaval carioca para milhares de telespectadores. De acordo com a coordenação do prêmio, a personagem Juju Popular (encenada por Cris Viana) “é a melhor tradução do espírito desta tradicional premiação do carnaval carioca”. Este é o quarto carnaval em que o autor inclui cenas das suas novelas. O primeiro foi em “Partido Alto” (1984). Depois vieram: “Senhora do Destino” (2004) e “Duas Caras” (2007).

a-silva2Aguinaldo Silva

Nasceu no dia 7 de junho de 1943, na cidade de Carpina, Pernambuco. Na adolescência, quando trabalhava num cartório do Recife, escreveu o seu primeiro romance: “Redenção Para Job”. O relativo sucesso fez com que ele pendesse definitivamente para a literatura. Em 1962, passou a trabalhar como repórter da sucursal pernambucana do jornal Última Hora. Com o fechamento do jornal pela ditadura militar em 1964, foi morar no Rio de Janeiro, onde trabalhou como repórter policial do jornal O Globo. Em 1979, foi convidado pela TV Globo para ser um dos roteiristas da série “Plantão de Polícia”. Escreveria ainda outros seriados, antes de chegar às novelas, fato que aconteceu em 1984, quando fez o roteiro da “Partido Alto”, escrita em parceria com Glória Perez. Até 2015 foram 13 novelas, seis minisséries e quatro séries. Na literatura são 13 livros publicados.

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Obras Na Televisão

1979-1979 — Plantão de Polícia (série)
1981-1981 — Obrigado Doutor (série)
1982-1982 — Lampião e Maria Bonita (minissérie)
1983-1983 — Bandidos da Falange (minissérie)
1984-1984 — Padre Cícero (minissérie)
1984-1984 — Partido Alto (novela)
1985-1985 — Tenda dos Milagres
senhora-do-destino1fina-estampa1fina-estampa21985-1986 — Roque Santeiro (novela)
1987-1987 — O Outro (novela)
1988-1989 — Vale Tudo (novela)
1989-1990 — Tieta (novela)
1990-1990 — Riacho Doce (minissérie)
1992-1992 — Pedra Sobre Pedra (novela)
1993-1994 — Fera Ferida (novela)
1997-1997 — A Justiceira (série)
imperio-crisvianna1imperio-betti1a-nero imperio21997-1997 — A Indomada (novela)
1999-1999 — Suave Veneno (novela)
2001-2001 — Porto dos Milagres (novela)
2004-2005 — Senhora do Destino (novela)
2007-2008 — Duas Caras (novela)
2009-2009 — Cinquentinha (minissérie)
2011-2011 — Lara Com Z (série)
2011-2012 — Fina Estampa (novela)
2014-2015 — Império (novela)


Ação contra o “Pânico”

24/12/2013 — O escritor Aguinaldo Silva obteve uma segunda vitória sobre o programa Pânico, da Band, na justiça. Em decisão tomada pela Vigésima Oitava Vara Cívil do Rio de Janeiro, o humorístico foi condenado a pagar uma indenização de R$ 30 mil por danos morais ao novelista. A primeira decisão contra o Pânico, de maio de 2013, apenas proibiu o programa de usar o personagem, citar o nome do autor ou falar com ele até que a decisão final fosse tomada, o que ocorreu agora. A justiça reconheceu os sérios danos morais verificados, mas decidiu que a indenização devia ser simbólica. O novelista disse que vai recorrer para tentar aumentar o valor da indenização. Toda a briga judicial envolve o personagem “Aguinaldo Senta”, criado pelo Pânico para parodiar Aguinaldo Silva.



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