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Manuel Antônio de Almeida, o grande escritor de um só romance

manuel-a-almeida in1MANOEL ANTÔNIO DE ALMEIDA nasceu no dia 17 de novembro de 1831, na cidade do Rio de Janeiro. Morreu no dia 28 de novembro de 1861, em Macaé, então província do Rio de Janeiro.

Iniciou sua colaboração no jornal Correio Mercantil quando ainda era estudante da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Nesse jornal, publicou, entre 1852 e 1853, em folhetins, o romance Memórias de Um Sargento de Milícias, publicado como livro em 1854, primeiro volume, e 1855, segundo volume. A obra passou quase despercebida por ser muito avançada para a época: antecipava o realismo e o romance urbano.

Formou-se em Medicina em 1856, mas não chegou a clinicar. Foi secretário da Sociedade Propagadora das Belas-Artes e, em 1857, foi nomeado diretor da Academia Imperial de Ópera e Música Nacional. Trabalhou também como administrador da Tipografia Nacional e na Secretaria dos Negócios da Fazenda. Além de crônicas, reportagens e críticas literárias para a imprensa, deixou poesias e a peça teatral Dois Amores, de 1861.

memorias-de-um-sargento1Seu único romance, Memórias de Um Sargento de Milícias, é um dos mais publicados e lidos da Literatura Brasileira. A narrativa, de estilo jornalístico e direto, incorpora a linguagem das ruas, das classes média e baixa, fugindo dos padrões românticos da época, em que os romances retratavam os ambientes aristocráticos. A experiência de ter tido uma infância pobre contribuiu para que o autor desenvolvesse a sua obra. O livro se destaca, ao lado de O Filho do Pescador, de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa, e A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, entre as primeiras produções românticas do país.

Somente nos últimos anos registraram-se várias publicações, através das editoras Itatiaia (1977), L&PM (1997), Ática (1998), Martin Claret (1999), FTD (1999), Atelier Editorial (2000), Scipione (2003), Globo (2004), Paulus (2004), Martins Fontes (2005), DCL Difusão Cultural (2006), Saraiva (2006) e Moderna (2006). O escritor morreu precocemente aos 30 anos de idade, vítima de um naufrágio na costa fluminense. Amigo de Machado de Assis, é o patrono da cadeira n.º 28 da Academia Brasileira de Letras.


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