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Ronald de Carvalho, carioca, “o príncipe dos prosadores brasileiros”

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Nasceu no dia 16 de maio de 1893 e morreu no dia 15 de fevereiro de 1935, na cidade do Rio de Janeiro.

Poeta, ensaísta, jornalista, crítico e diplomata. Estudou no Colégio Abílio da capital fluminense. Cursou, a seguir, a Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, também no Rio de Janeiro. Formou-se com dezenove anos, quando já havia iniciado sua carreira literária trabalhando para o Diário de Notícias. Continuou, depois, os seus estudos em Paris, onde cursou as faculdades de Filosofia e Sociologia. Foi na capital francesa que encontrou Tristão de Ataíde, Álvaro Moreyra, Filipe d´Oliveira e Rodrigo Otávio Filho. Ao voltar para o Rio de Janeiro, ingressou no Ministério das Relações Exteriores (Itamarati), onde rapidamente fez carreira. Em fevereiro de 1922, o Brasil assistiu à eclosão do famoso movimento modernista nas artes, com a Semana de Arte Moderna de São Paulo. Participaram representantes de todas as vertentes artísticas.

Entre elas, figurou o autor. Como diplomata, foi, em 1924, diretor da Seção de Negócios Políticos e Diplomáticos na Europa. Foi também oficial de gabinete do ministro Otávio Mangabeira, em 1926. Exerceu diversos cargos diplomáticos importantes, entre os quais, durante dois anos, na Embaixada de Paris e, a seguir, em Haia (Holanda). Em 1933, retornou para o Rio de Janeiro, onde alcançou a Secretaria da República. Em 1935, foi eleito “o príncipe dos prosadores brasileiros”, em substituição a Coelho Neto. Entre as suas obras estão as poesias Luz Gloriosa e Poemas e Sonetos e o ensaio Espelho de Ariel. Com a Pequena História da Literatura Brasileira, ganhou o prêmio Academia Brasileira de Letras em 1911. Escreveu ainda Epigramas Irônicos e Sentimentais, Rabelais e o Renascimento, Imagens do Brasil e do Pampa, Le Brésil et le Génie Français, etc. Diversas de suas obras foram traduzidas para línguas estrangeiras.

O canto que me ensinaste

O canto que me ensinaste foi virgem e livre:
todas as águas balançaram nele,
todos os ventos murmuraram nele,
todos os perfumes se impregnaram nele.

Foi como um vôo,
foi como um vôo longo, longo,
um vôo todo verde no  teu sol todo de ouro, no teu ar todo azul
o canto virgem, o canto livre que me ensinaste.



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