banner-topo

Olavo Bilac, considerado “o príncipe dos poetas brasileiros”

olavo-bilac1Olavo Bilac

OLAVO BRÁS MARTINS DOS GUIMARÃES nasceu no dia 16 de dezembro de 1865 e morreu no dia 28 de dezembro de 1918, na cidade do Rio de Janeiro.

Aos doze anos, quando cursava o colegial, já fazia versos. Os primeiros a serem publicados apareceram da “Gazeta Acadêmica” e na “Gazeta de Notícias” (1883-1884). Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas abandonou o curso no quinto ano. Foi para São Paulo, onde entrou na Faculdade de Direito. Embora também não tenha terminado o curso, empolgou-se com o espírito acadêmico de então, que pugnava pela abolição da escravatura e pela proclamação da república. Entretanto, voltou para a capital carioca para se dedicar à literatura.

olavo-bilac2Em 1888, publicou o seu primeiro volume de poesias, composto por “Panóplias”, “Via Láctea” e “Sarças de Fogo”. Na obra, revelou um espírito ardente e otimista. Paralelamente, trabalhou em diversos jornais e revistas até que José do Patrocínio lhe arranjou um lugar de correspondente do “A Cidade do Rio” em Paris, França (1890). Retornando ao Brasil no ano seguinte, colaborou com crônicas literárias para “A Notícia”, “A Bruxa”, “A Rua” e “A Gazeta de Notícias”. Em 1892, por sua participação na campanha contra o governo do Floriano Peixoto, perdeu o cargo que ocupava na Secretaria do Interior do Estado. A seguir foi mandado, preso, para Ouro Preto, Minas Gerais.

Beneficiado pela anistia, regressou pouco depois para o Rio de Janeiro. Trabalhou como secretário da III Conferência Pan-Americana de 1906 e como delegado brasileiro no Congresso Pan-Americano de Buenos Aires, em 1910. Nos jornais, dedicou-se com veemência à propaganda do serviço militar obrigatório, do que resultou, mais tarde, uma homenagem: o dia do seu nascimento é considerado o “dia do reservista”. Na última fase da sua obra, ele fala de solidão e de saudade. Especialmente nas poesias “Tarde” e “Alma Inquieta”, trabalhos de grande expressividade, segundo a crítica. Deve-se a ele a letra do “Hino à Bandeira”, musicado por Francisco Braga. Em 1907, num concurso promovido por uma revista carioca, foi eleito o “príncipe dos poetas brasileiros”. Sobre a língua portuguesa, deixou:

Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela…

Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!



© 2013 Tio Oda - Todos os direitos reservados