geraldo-carneiro 20161031Geraldo Carneiro

27/10/2016 — O poeta e letrista mineiro Geraldo Carneiro, de 64 anos, conhecido por sua poesia bem-humorada e pelas composições interpretadas por artistas como Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Ney Matogrosso e Gal Costa, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. Ele recebeu trinta e três votos. Vai ocupar a cadeira número 24, deixada vaga com a morte do crítico teatral Sábato Magaldi. Em 2016, o Geraldinho, como é conhecido, lançou o livro “Subúrbios da Galáxia”, uma antologia de seus escritos em quatro décadas de produção. O novo “imortal” também é dramaturgo e roteirista de tevê. Entre esses trabalhos, incluem-se a revisão da novela “O Astro”, de 2011, e a série “O Sorriso do Lagarto”, baseada na obra do João Ubaldo Ribeiro.

geraldo-carneiro 20161028GERALDO CARNEIRO nasceu no dia 11 de junho de 1952, na cidade de Belo Horizonte, capital das Minas Gerais. Começou a escrever ainda na adolescência quando estudada na sua cidade natal. Em 1974, ano em que cursava letras na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, publicou o seu primeiro livro de poesias. Seguiram-se outras obras poéticas, com destaque para o livro “Piquenique em Xanadu”, que ganhou o prêmio Lei Sarney de melhor livro do ano. Na área musical, fez parcerias com vários compositores de renome. No teatro, escreveu peças e traduziu para o português obras do William Shakespeare e do alemão Frank Wedekin, entre outros. Como roteirista de tevê, estreou com o filme “Sônia — Morta e Viva”. Depois, na tevê, tornou-se uma das referências da Globo.

Principais Obras
1979 — Lola Moreno (teatro)
1980 — Verão Vagabundo (poesia)
1983 — Apenas Bons Amigos (teatro)
1983 — Folias do Coração (teatro)
1984 — Vinícius de Moraes (prosa)
1985 — Sônia Morta & Viva (roteiro, filme)
1985 — Tudo Em Cima (roteiro, minissérie)
1986 — Bandeira dos Cinco Mil Réis (teatro)
1986 — Divina Increnca (teatro)
1988 — Eternamente Pagu (roteiro, filme)
1988 — Piquenique Em Xanadu (poesia)
1991 — O Sorriso do Lagarto (roteiro, minissérie)
1992 — Manu Çaruê (teatro)
1993 — Pandemônio (poesia)
1995 — Folias Metafísicas (poesia)
1995 — O Judeu (roteiro, filme)
1996 — Leblon: Crônica dos Anos Loucos (prosa)
2000 — Por Mares Nunca Dantes (poesia)
2002 — Lira dos Cinquent´Anos (poesia)
2006 — Balada do Impostor (2006)
2008 — Faça Sua História (roteiro, série)
2010 — Poesia Reunida (poesia)
2011 — O Astro (roteiro, novela)
2016 — Subúrbios da Galáxia (prosa)


 

 


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